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Capturado chefe do gangue responsável pela morte de 43 alunos mexicanos

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© Jorge Lopez / Reuters

Desde que a tragédia ocorreu na cidade de Iguala há quase um ano, já foram detidos mais de cem suspeitos. No entanto, as sucessivas detenções não apagam as dúvidas de muitos familiares e investigadores independentes

Gilardo López Astudillo, mais conhecido como El Gil, que andou durante quase um ano fugido à polícia (desde o desaparecimento dos alunos mexicanos a 26 de setembro de 2014) e apontado como o principal responsável pela morte dos 43 estudantes em Iguala, foi esta quinta-feira capturado pela polícia federal.

As autoridades esperam agora pelas declarações de El Gil para tentar desvendar o que se passou com os estudantes desaparecidos, um dos acontecimentos mais trágicos da história recente do México. A polícia acredita que o gangue de droga “Guerreiros Unidos” é responsável pela incineração dos 43 estudantes, que terão sido confundidos pelo grupo com elementos do gangue rival “Los Rojos”.

Desde que a tragédia ocorreu na cidade de Iguala, já foram detidos mais de cem suspeitos. No entanto, as sucessivas detenções não apagam as dúvidas de muitos dos familiares e investigadores independentes, que consideram não ter sido apresentada uma justificação suficientemente credível e argumentada para os 43 alunos da Escola Normal de Ayotzinapa, instituição muito conhecida em Iguala, terem sido confundidos com elementos de um gangue.

E não são os únicos a ter dúvidas: uma equipa de peritos da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou recentemente não existirem evidências científicas de que os 43 corpos tenham sido queimados na lixeira em Cocula.

Perante estas dúvidas e contestação, o governo mexicano decidiu reabrir a investigação e tentar mostrar trabalho: esta quarta-feira tornou pública a identificação do corpo de um segundo aluno desaparecido e esta quinta-feira prendeu o chefe do gangue que é tido como o responsável pela tragédia. A poucos dias do caso fazer um ano, parece óbvia a intenção de aliviar um pouco a pressão de que tem sido alvo a equipa do Presidente Enrique Peña Nieto.