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Sismo no Chile originou alertas de tsunami da Califórnia até à Nova Zelândia

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O risco de tsunami levou as pessoas a refugiarem-se em zonas mais altas

RAUL ZAMORA/EPA

Apesar da forte magnitude (8,3 na escala de Richter) do sismo que abalou o Chile na quarta-feira à noite, apenas há informações de cinco vítimas mortais. Os receios de tsunamis levaram um milhão de pessoas a abandonarem as zonas costeiras do país

O Chile passou uma noite de sobressalto face aos alertas de tsunami que surgiram na sequência do sismo de magnitude 8,3 na escala de Richter, registado às 19h54 locais (23h54 em Lisboa) e que causou cinco mortos, segundo os números oficiais divulgados até ao momento.

Mais de um milhão de residentes nos 3900 quilómetros de costa do país abandonaram as suas casas, refugiando-se em locais de maior altitude.

“Uma vez mais, somos confrontados com um forte golpe da natureza”, disse numa declaração ao país a Presidente Michelle Bachelet.

“Tem sido horrível. Fugimos da nossa casa com os nossos netos e agora estamos numa colina, à espera que termine depressa”, afirmou à agência Reuters Maria Angelica Leiva, moradora na cidade costeira de Navidad. “Está tudo muito escuro, e só esperamos que o mar não tenha atingido a nossa casa”, acrescentou.

Sismo foi sentido na Argentina

O fenómeno deixou de prevenção uma série de países banhados pelo Pacífico. Alertas de tsunami foram lançados desde a Califórnia até à Nova Zelândia.

O sismo teve o epicentro a cerca de 228 quilómetros a noroeste de Santiago, capital do Chile, mas a intensidade foi tanta que o abalo foi sentido na longínqua Buenos Aires, capital da Argentina. Sucederam-se fortes réplicas, uma das quais com 7,0 graus de magnitude e outras três com 6 graus.

A televisão estatal chilena mostrou imagens das ruas da cidade costeira de Concon inundadas pela água, um cenário que se repetiu noutras metrópoles, mas não surgiram as temidas ondas gigantes.

Em Illapel, uma cidade mais interior situada a apenas 55 quilómetros do epicentro do sismo, alguns edifícios colapsaram e a eletricidade foi cortada, chegando a recear-se que a população entrasse em pânico.

O Chile é um país muito afetado por vulcões e sismos e na memória recente está ainda o forte abalo de 2010, seguido por um tsunami, que deixou centenas de mortos.