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Poluição mata mais do que HIV ou paludismo

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© Carlos Barria / Reuters

Segundo um novo estudo publicado no jornal “Nature”, morrem anualmente mais de três milhões de pessoas devido à poluição extrema, um número superior às mortes causadas por paludismo ou HIV. Se não forem tomadas medidas, prevê-se que em 2050 este número tenha duplicado

Mais de três milhões de pessoas morrem todos os anos em virtude da poluição do ar. São números assustadores, que resultam de uma investigação do jornal científico “Nature” e que podem duplicar até 2050 se nada for feito para a combater.

“Esta previsão deve fazer soar os alarmes das agências de saúde pública de todo o mundo”, é a expectativa do perito em saúde ambiental e professor da Universidade da Califórnia, Michael Jerret.

O novo estudo demonstra que a maioria das mortes por poluição ambiental são causadas pela inalação de poeiras que podem provocar ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais. Estas doenças representam cerca de três quartos dos 3,3 milhões de mortes provocadas pela poluição exterior (“outdoor”), que está na origem de outros problemas como cancro do pulmão e doenças respiratórias.

Os resultados da investigação revelaram que os países asiáticos registam o maior número de vítimas mortais por causa da poluição do ar. Na Europa, menos sujeita a este tipo de poluição, o número de mortos também tem vindo a aumentar.