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Obama e Zuckerberg querem conhecer o rapaz que foi detido por ter construído um relógio

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Ahmed Mohamed foi detido e interrogado quarta-feira, depois de ter levado para a escola um relógio que foi confundido com uma bomba. Um dia depois, o presidente anunciou que quer conhecê-lo - e o patrão do Facebook também

Helena Bento

Jornalista

Obama quer conhecer o rapaz muçulmano que foi detido quarta-feira depois de ter levado para a escola um relógio de fabrico caseiro que foi confundido com uma bomba. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, já confirmou o encontro.

Barack Obama já tinha mostrado o seu apoio a Ahmed Mohamed numa mensagem partilhada na sua conta do Twitter. "Belo relógio, Ahmed. Queres trazê-lo à Casa Branca? Devíamos fazer com que mais miúdos como tu gostassem de ciência. É isso que torna a América especial", escreveu. Obama espera conhecer o rapaz em outubro, num evento dedicado à astronomia que a Casa Branca organiza todos os anos.

Como ele, também Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, revelou-se solidário com Ahmed Mohamed e convidou o rapaz a visitar a sede da rede social. "Ter capacidade e ambição para construir uma coisa interessante deveria ser recebido com aplausos, não com uma detenção", escreveu Zuckerberg na sua conta.

A detenção de Ahmed Mohamed e a forma como o interrogatório e outros procedimentos foram conduzidos têm merecido muitas críticas nas redes sociais. Várias pessoas têm usado a conta do Facebook da escola para manifestar o seu desagrado.

Um relógio confundido com uma bomba

Ahmed Mohamed foi detido e interrogado quarta-feira depois de ter levado para a escola, em Irving, no Texas, um relógio construído por si que foi confundido com uma bomba. O aparelho, que Mohamed construíra para apresentar a uma das suas professoras, consiste num circuito de fios que conduzem a um mostrador digital.

Quando, durante uma aula, este mostrador apitou, professores e diretores foram imediatamente ao encontro de Ahmed Mohamed para o interrogar e impedir de abandonar a escola. Depois de esclarecido o equívoco, o rapaz pôde finalmente voltar a casa sem qualquer acusação.

Na altura, o seu pai, Mohamed Elhassan Mohamed, acusou os intervenientes na detenção de islamofobia. "O nome do meu filho é Mohamed - as pessoas pensam que os muçulmanos são terroristas, mas isso não é verdade. Nós somos pacíficos", disse, citado pela CNN.