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Internacional

Militares afirmam ter tomado o poder no Burkina Faso

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JOE PENNEY/REUTERS

Enquanto ainda se ouvem tiros nas ruas da capital do país africano, os militares anunciaram numa mensagem televisiva que o Governo de transição foi dissolvido e o Presidente interino deposto

O golpe de Estado levado a cabo durante a noite de quarta para quinta-feira é o sexto desde que o Burkina Faso se tornou independente da França, em 1960, e ocorre a algumas semanas da data prevista para a realização de eleições.

Os militares por detrás do golpe de Estado no país africano anunciaram que controlam a situação e que o Governo de transição, liderado por Isaac Zida, foi dissolvido e o Presidente interino Michel Kafando deposto.

Enquanto o golpe era comunicado ao país através da rádio e da televisão, ouviam-se tiros nas ruas da capital, Ouagadougou.

O general Gilbert Diendéré, antigo chefe do Estado-Maior do ex-Presidente Blaise Compaoré, lidera agora o Conselho Nacional da Democracia, um novo governo instituído pelos militares. Estes anunciaram que o novo poder vai procurar conduzir o país para um processo de “eleições inclusivas e apaziguadoras”.

Zida e Kafando foram detidos pelos militares na quarta-feira, desconhecendo-se o seu paradeiro. A ONU, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e a União Europeia exigiram, entretanto, a sua libertação imediata.

O Presidente francês François Hollande condenou esta quinta-feira o golpe de Estado no Burkina Faso e apelou à “reposição das instituições”, bem como à libertação dos dois dirigentes.