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Independentistas de Cabinda exigem libertação incondicional de ativista condenado

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Em comunicado, a FLEC/FAC classifica a condenação a seis anos de prisão de José Marcos Mavungo, detido a 14 de março quando tentava organizar uma manifestação em Cabinda e acusado de um crime de rebelião contra o Estado, como “uma decisão cobarde e irresponsável”

A direção político-militar da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), que reclama a autonomia daquele território angolano, exige a “libertação imediata e incondicional” do ativista José Marcos Mavungo, condenado a seis anos de prisão.

Em comunicado enviado esta quinta-feira à Lusa e assinado pelo porta-voz da organização, Jean-Claude Nzita, a FLEC/FAC (Forças Armadas Cabindesas) classifica a condenação de Mavungo, detido a 14 de março quando tentava organizar uma manifestação em Cabinda e acusado de um crime de rebelião contra o Estado, como “uma decisão cobarde e irresponsável”.

“O Governo angolano, em vez de facilitar o processo de diálogo exclui qualquer alternativa para a paz através de condenações injustas e inúteis que desonram Angola e o seu Presidente na cena internacional”, escreve a direção político-militar daquela organização.

Na sequência desta condenação pelo tribunal de Cabinda, proferida esta segunda-feira e já criticada por várias organizações internacionais, a FLEC/FAC insta os deputados do Parlamento Europeu a pedirem a libertação de José Marcos Mavungo e a “denunciarem o sistema judiciário angolano corrompido e lacaio do Governo ditatorial do MPLA” [Movimento Popular de Libertação de Angola, no poder].

“A FLEC/FAC lamenta também o silêncio cúmplice dos países da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] sobre a questão de Cabinda”, lê-se ainda no mesmo comunicado.

José Marcos Mavungo, de 52 anos e ativista em Cabinda, foi detido pelas autoridades angolanas quando preparava uma manifestação contra a alegada má governação e violação dos direitos humanos na província.

A FLEC luta pela independência de Cabinda, província de onde provém a maior parte do petróleo angolano, e considera que o enclave é um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885.