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Donald Trump três horas “à defesa” em novo debate televisivo

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Debate da CNN demorou três horas e juntou os 11 principais candidatos republicanos

MAX WHITTAKER / EPA

No segundo debate com os candidatos republicanos que disputam a nomeação às presidenciais, o multimilionário foi o alvo preferido dos seus opositores, que o confrontaram com as muitas afirmações polémicas que têm marcado a sua campanha

Foi uma espécie de “todos contra Trump”. No segundo debate televisivo com os candidatos republicanos que disputam a nomeação oficial do partido para a corrida à presidência, o mais polémico dos concorrentes, mas também aquele que lidera as sondagens - Donald Trump, ele mesmo - foi insistentemente questionado pelos seus ‘colegas’ sobre as ideias-chave que tem defendido na sua campanha e falhou na explicação de muitas delas.

O debate, transmitido pela CNN a partir da biblioteca presidencial Ronald Reagan, em Simi Valley, Califórnia, juntou os onze principais candidatos à nomeação republicana e teve a duração recorde de três horas.

Donald Trump começou logo por ser visado na primeira pergunta, dirigida a Carly Fiorina, que o considerou um “maravilhoso entertainer”.

Confrontado por quase todos os seus opositores, alguns dos momentos altos da noite foram protagonizados por Jeb Bush, casado com uma mexicana, e que exigiu a Trump um pedido de desculpas à sua mulher, dadas as recorrentes afirmações que proferiu contra os imigrantes latinos.

Trump não pediu desculpa e Bush resolveu voltar ao ataque ao denunciar que o magnata lhe ofereceu dinheiro quando era governador da Florida (Jeb ocupou o cargo entre 1999 e 2007) para abrir um casino, algo que este disse ter recusado.

Trump negou a acusação, assumindo-se, noutra altura do debate, como o único candidato contra a guerra no Iraque. Bush calou-o ao afirmar que o seu irmão, George W. Bush, “tornou a América mais segura”, um momento que foi muito aplaudido pela assistência.

De resto, Trump não conseguiu explicar como pensa concretizar a intenção de criar uma barreira entre os EUA e o México, nem clarificou quais os seus planos contra o terrorismo do autodenominado Estado Islâmico (Daesh), para citar apenas dois dos aspetos em que o discurso do multimilionário resultou fraco.