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Gás lacrimogéneo e canhões de água. Polícia húngara repele refugiados

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TAMAS SOKI / REUTERS

Situação muito tensa na fronteira entre a Hungria e a Sérvia. Polícia responde a agressões com gás lacrimogéneo e canhões de água. Vários feridos

As tentativas desesperadas de grupos de refugiados para entrarem na Hungria foram esta tarde violentamente repelidas pela polícia. Aos objetos lançados pelos migrantes responderam os húngaros com gás lacrimogéneo e canhões de água. Os confrontos aconteceram junto à localidade fronteiriça de Horgos, na Sérvia.

“A multidão do lado sérvio tornou-se agressiva, lançou pedras, garrafas e paus contra a polícia do lado húngaro e passou a barreira na fronteira”, disse fonte da polícia ao jornalistas da agência France Presse no local. Um assessor do primeiro-ministro garante que ficaram feridos pelo menos 20 polícias.

TAMAS SOKI / EPA

A atitude das autoridades húngaras já foi duramente criticada pelos seus vizinhos sérvios que, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press, ponderam vir para as ruas em protesto contra o recurso à violência.

De acordo coma estação de televisão húngara M1, uma mulher grávida apanhada nos confrontos teve de ser retirada com urgência de ambulância. Os repórteres no local informam ainda que três crianças com menos de dez anos, muito queixosas dos olhos, também tiveram de ser assistidas. Há ainda relatos de um homem a sangrar de uma perna.

O repórter de imagem da TVI, António Galvão, também ficou ferido e acabou por ser assistido por alguns refugiados, tal como se pode ver no twitte publicado pelo correspondente na Europa desta estação, Pedro Moreira.

“Fugimos da guerra e da violência e nunca esperávamos encontrar na Europa esta brutalidade e tratamento desumano”, disse um iraquiano completamente ensopado pela água disparada dos canhões e olhos inflamados pelo gás. “Tenham vergonha húngaros!”, gritou apontando para a polícia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria pediu esta tarde aos sérvios para agirem contra os migrantes que ataquem a polícia, informando ainda que a fronteira permanecerá fechada durante 30 dias.