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Internacional

“A crise dos refugiados é um íman para grupos criminosos”

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Diretor da Europol, agência europeia de polícia e forças de segurança, diz que os traficantes de pessoas vão desde “simples oportunistas” até gente integrada em redes multinacionais

OLIVIER HOSLET/EPA

“É um fenómeno recente. E são grupos com grande capacidade tecnológica, que utilizam diferentes plataformas. Encerra-se uma página, podem abrir outra em segundos”, explica o diretor da Europol, Rob Wainwright, em resposta à questão sobre o motivo de ser tão complicado travar a atividade na internet dos traficantes de seres humanos.

Entrevistado pelo “El País” a propósito do modo como a Europol está a lidar com a atual situação decorrente da guerra civil na Síria, Wainwright refere que “o aumento de refugiados criou muitas oportunidades de negócio” e que “esta crise é como um íman para grupos criminosos que sabem como fazer dinheiro muito facilmente”.

Este ano, a Europol já terá identificado cerca de 30 mil suspeitos e aberto 1500 novas investigações. O perfil dos envolvidos vai desde “simples oportunistas” até àqueles que integram redes multinacionais.

“Nos últimos dez anos comprovámos que um terço dos traficantes [de seres humanos] também está implicado em tráfico de drogas, lavagens de dinheiro, falsificação de documentos. (…) São pessoas flexíveis, capazes de se adaptarem com muita facilidade”, afirmou ainda na entrevista concedida ao jornal espanhol.