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A Europa divide-se: “A UE já não é um lugar seguro por causa dos migrantes”

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O muro entre a Hungria e a Sérvia

SANDOR UJVARI / EPA

Há declarações duras a chegar da Eslováquia: primeiro-ministro fala na existência de “informações britânicas” segundo as quais o autodenominado Estado Islâmico terá enviado quatro mil pessoas juntamente com o fluxo de refugiados. Prestar atenção a tais informações “não é paranoia, é prudência responsável”, argumenta

A União Europeia "já não é um lugar seguro" por causa das "centenas de milhares de migrantes", declarou esta quarta-feira o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, alertando para a possível presença de terroristas entre eles.

"A UE deparou-se com o assalto de centenas de milhares de migrantes e já não é um lugar seguro. Podemos dizer seriamente que 90% dessas pessoas são migrantes económicos", afirmou num debate no parlamento.

"A Eslováquia deve dar provas de solidariedade e ajudar as pessoas ameaçadas pela guerra, que não têm nada que comer", mas "não há qualquer razão para ajudar os migrantes económicos", prosseguiu o chefe do executivo, que rejeita, tal como os seus homólogos húngaro, checo e polaco, as quotas obrigatórias de distribuição dos refugiados.

Para alertar para o perigo de infiltração "de terroristas" entre os migrantes, Robert Fico mencionou "informações britânicas", segundo as quais o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) terá enviado quatro mil pessoas juntamente com o fluxo de refugiados.

Prestar atenção a tais informações "não é paranoia, é prudência responsável", vincou.
"Nenhum membro do Governo diz que qualquer migrante é um terrorista, isso é absurdo", mas "entre as centenas de milhares de pessoas já chegadas pode haver vários milhares de pessoas potencialmente muito perigosas", insistiu o primeiro-ministro eslovaco.

Lamentando que no espaço Schengen "milhares de pessoas estejam a fugir atravessando as fronteiras e ninguém as detenha", Fico defendeu que "isso põe em perigo o peso da UE no mundo".

"Se não detivermos a vaga de migrantes, arriscamo-nos a ver os partidos pró-europeus tradicionais serem substituídos por partidos nacionalistas, xenófobos e antieuropeus", sustentou.