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Hungria vai construir novo muro contra migrantes e refugiados

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DADO RUVIC / REUTERS

Trata-se de uma vedação como a que foi construída ao longo dos 175 quilómetros de fronteira com a Sérvia, mas agora visa o lado romeno

A Hungria prevê construir mais uma vedação para impedir a entrada de migrantes na fronteira com a Roménia, depois da que já construiu na fronteira com a Sérvia, anunciou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro.

"O governo decidiu lançar preparativos para a construção de uma vedação na fronteira entre a Hungria e a Roménia, estendendo-se do triângulo formado pelas fronteiras sérvia, húngara e romena por uma distância razoável", disse Peter Szijjarto numa conferência de imprensa em Budapeste.

Desde a meia-noite que todos os migrantes oriundos da Sérvia que tentam entrar na Hungria têm pela frente uma vedação construída com o intuito de impedir o fluxo de refugiados, e fortemente policiada.

Segundo o porta-voz do Governo húngaro, já foram detidas 60 pessoas “quando estavam a cortar ou a danificar a vedação”.

A nova lei de imigração da Hungria prevê penas de prisão de três anos para quem entrar ilegalmente no país e de cinco anos para quem o fizer armado ou provocar danos na vedação construída ao longo dos 175 quilómetros.

Na segunda-feira, o país assistiu à entrada de um número recorde de refugiados, 9.380 (no domingo tinham sido 5.809 os que cruzaram a fronteira).

  • Perseguidos, roubados e humilhados: na fronteira do desespero

    Ficar onde estavam não era opção: se a morte não os apanhasse, apanharia certamente um dos seus. Ou vários dos seus. Por isso deixaram, deixam e deixarão os países onde nasceram e viveram - e fazê-lo contra a vontade não é capricho, mas sobrevivência. E primeiro era o mar, que se tornou para uns (tantos, tantos) cemitério, a separá-los do que ansiavam alcançar cá, neste lado onde estamos e onde eles veem (esperam, sonham) esperança e dignidade. E depois do mar, agora há muros entre eles e nós, como este na fronteira entre a Hungria e a Sérvia: estivemos lá e é lá que regressamos consigo numa experiência multimédia que é experiência de vida. Se um mar não trava o desespero, é um muro que vai parar?