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Internacional

Bruxelas admite desapontamento com falta de acordo sobre refugiados

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“Não conseguimos ainda o acordo que queríamos, mas vamos voltar e tentar de novo”, assevera o comissário europeu Dimitris Avramopoulos

OLIVIER HOSLET / EPA

Numa audição no Parlamento Europeu, o comissário das Migrações disse esta manhã ter ficado “muito desapontado” com a falsa de consenso registada na reunião extraordinária da véspera dos ministros do Interior e da Administração Interna

O comissário europeu das Migrações disse esta terça-feira, em Bruxelas, que ficou desapontado com a falta de acordo entre os ministros do Interior e da Administração Interna da União Europeia sobre a relocalização de mais 120 mil refugiados entre os Estados-membros.

Numa audição no Parlamento Europeu, Dimitris Avramopoulos disse aos eurodeputados que ficou “muito desapontado” com a reunião extraordinária da véspera, pois “esperava mais apoio por parte de todos os Estados-membros” em torno da proposta apresentada na semana passada pelo executivo comunitário, para distribuir entre os 28 países mais 120 mil refugiados, além dos 40 mil já acordados em julho passado.

“Sim, a maioria foi muito prestável. Mas não fiquei contente por ver alguns países a pensar de uma forma mais nacional do que europeia”, declarou, sem mencionar nenhum Estado-membro em particular.

Avramopoulos garantiu, todavia, que “a Comissão está determinada” e vai continuar a trabalhar para o mesmo objetivo. “Não conseguimos ainda o acordo que queríamos, mas vamos voltar e tentar de novo”, asseverou.

Intervindo também no debate, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, advertiu igualmente que “a falta de unidade interna” na EU “tem consequências” na sua imagem externa e na eficácia da sua ação externa.

No debate participará também o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, que esta segunda-feira apelou aos 28 para “porem a casa em ordem” e terminarem com a situação de caos atual.

Na reunião extraordinária de segunda-feira dos ministros do Interior e da Administração Interna, foi impossível chegar-se a um acordo sobre o plano de redistribuição de mais 120 mil refugiados proposto pela Comissão Europeia, que Portugal apoiava, sobretudo devido a entraves colocados por Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia.