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Talibãs libertam centenas de reclusos de uma prisão afegã

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Talibãs durante o ataque à prisão de Ghazni

RAHMATULLAH ALIZADAH

Na madrugada desta segunda-feira vários rebeldes talibãs invadiram a prisão de Ghazni, no Afeganistão. Mataram quatro policias e libertaram centenas de prisioneiros

Um grupo de talibãs invadiu, esta manhã, a prisão de Ghazni, no Afeganistão. A invasão foi confirmada pelo vice-governador provincial: “Por volta das duas da manhã, seis rebeldes talibãs vestidos com uniformes militares atacaram a prisão de Ghazni. Primeiro um bombista-suicida fez explodir um carro armadilhado em frente ao portão, depois lançaram uma granada antitanque, invadindo, em seguida, a prisão”, contou Mohammad Ali Ahmadi em declarações à agência France-Presse (AFP).

O ataque à prisão resultou na morte de quatro polícias afegãos, deixando outros sete feridos que estariam na entrada, à guarda da prisão. Segundo o governador, depois de terem ultrapassado os guardas da prisão, os seis rebeldes talibãs invadiram o estabelecimento prisional, permitindo a fuga de pelo menos 352 prisioneiros (na maioria talibãs). O número de evadidos poderá, segundo o Ministério do Interior afegão, atingir os 400, de uma prisão onde estavam 436 prisioneiros.

O ataque, que também provocou a morte de três rebeldes, já foi reivindicado por um dos porta-vozes dos talibãs, Zabihullah Mujahid, que confirmou a responsabilidade dos rebeldes. “Esta operação, que foi um sucesso, teve início às duas da manhã e prolongou-se durante várias horas. A prisão ficou sob controlo talibã”, afirmou Muhahid, acrescentando que a operação permitiu libertar “400 homens inocentes do país que foram levados para áreas que estão sob controlo dos mujahedines”.

Desde 2008, este foi o terceiro maior ataque verificado no país, marcando o início de uma nova era para as forças militares afegãs. Enfrentam a sua primeira “temporada de ataques” sem o apoio total da NATO.