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Malásia prende três suspeitos de estarem envolvidos no atentado em Banguecoque

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NARONG SANGNAK/ EPA

As autoridades malaias prenderam, esta segunda-feira, dois malaios e um paquistanês suspeitos de estarem envolvidos no atentado ao templo hindu de Erawan, na capital tailandesa, no passado dia 17 de agosto

As autoridades da Malásia detiveram três suspeitos (dois homens e uma mulher malaia) de estarem envolvidos no atentado ocorrido em Banguecoque a 17 de agosto, no qual morreram 20 pessoas, entre elas 14 turistas estrangeiros. A detenção foi confirmada esta segunda-feira pelo inspetor-geral da polícia tailandesa, Khalid Abu Bakar: “Acreditamos que os suspeitos possam ajudar-nos na investigação... a detenção foi feita para colaborarem com a polícia tailandesa na investigação ao ataque bombista”.

O responsável explica que as autoridades da Malásia e da Tailândia estão a trabalhar em estreita colaboração. Segundo Khlalid, os suspeitos não vão ser transferidos para a Tailândia, pelo menos por enquanto. O chefe da polícia confessou que as autoridades ainda não tem certezas se o principal suspeito está na Malásia.

Ao longo da investigação as autoridades tem estado debaixo de fogo, com constantes críticas de funcionários de topo, que consideram que muitas das informações reveladas sobre os suspeitos são contraditórias e especulativas. Quanto ao motivo do ataque ao templo hindu, vários analistas afirmam que poderá ter sido uma resposta à decisão do Governo tailandês de deportar para a China 109 imigrantes uigures (de uma minoria étnica muçulmana que vive sobretudo na região chinesa de Xinjiang). É também pública a conviccção das autoridades tailandesas de que o crime foi cometido por um grupo organizado, que se dedica à falsificação de documentos para migrantes legais.