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Eslováquia também suspende Schengen

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Depois da Alemanha e da Áustria, a Eslováquia decidiu esta segunda-feira reintroduzir os controlos fronteiriços numa altura em que mais de cem mil refugiados já vêm a caminho

Primeiro Berlim, depois Viena, agora Bratislava. Somam e seguem os subscritores do acordo Schengen a suspender a livre-circulação de pessoas no interior da União Europeia.

“No seguimento do anúncio da Alemanha de que ia temporariamente introduzir o controlo nas suas fronteiras com a Áustria, a Eslováquia começou a controlar temporariamente as fronteiras com a Hungria e a Áustria”, disse a porta-voz do Ministério do Interior, Michaela Paulenova, em comunicado.

“Em ligação com a situação de emergência e os fluxos migratórios, a polícia da Eslováquia aumentou a sua presença nas fronteiras em 220 agentes, comparado com as operações normais”, acrescentou a responsável, salientando que os controlos também estavam a ser feitos “em determinados locais das 'fronteiras verdes'”, isto é, florestas e áreas rurais.

"A situação está a ser monitorizada constantemente e em coordenação com as forças policiais da Áustria, Hungria e República Checa", lê-se ainda no comunicado citado pela AFP.

A ministra do Interior austríaca confirmou, igualmente, o restabelecimento tempor´srio do controlo de fronteiras para fazer face ao fluxo crescente de migrantes.

“Sim, vamos fazer como a Alemanha, o que significa que controlos temporários nas fronteiras são permitidos no quadro de Schengen e que vamos fazer esses controlos nas fronteiras”, disse Johanna Mikl-Leitner à imprensa em Bruxelas, à entrada para uma reunião de ministros da União Europeia (UE) sobre a crise migratória.

“Estamos neste momento a informar a Comissão (Europeia) disso”, acrescentou.

Segundo a ministra, o controlo vai começar, “assim que for possível”, na fronteira entre a Áustria e a Hungria e será feito ao longo "dos próximos dias".

A Áustria, disse, está a receber “fluxos migratórios maciços”, tendo atualmente no país cerca de 18.000 refugiados.

Esta segunda-feira um porta-voz da chancelaria, em Berlim, disse aos jornalistas que não se trata de fechar as fronteiras aos refugiados mas de passar a controlar de forma mais efetiva aqueles que pretendem ser acolhidos.

“Os controlos provisórios nas fronteiras não são a mesma coisa que um encerramento das fronteiras, é completamente diferente. Os refugiados vão continuar a entrar na Alemanha, esperamos que isso decorra de forma mais ordenada", disse Steffen Seibert num encontro com a imprensa.

No domingo, o ministro do Interior alemão anunciou que o país reintroduziu provisoriamente os controlos das fronteiras, para “conter o afluxo de refugiados”.

Thomas de Maizière salientou também que a Alemanha não está disposta a aceitar que os refugiados que chegam à Europa possam escolher o país de acolhimento.

A Alemanha, escolhida pela generalidade dos refugiados, espera um recorde de 800 mil requerentes de asilo só este ano.

As regras europeias, que impõem que os pedidos de asilo sejam colocados no primeiro pais de entrada na União Europeia, "devem de continuar a funcionar", disse o ministro.