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Confrontos entre palestinianos e israelitas em vésperas de Ano Novo Judaico

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AHMAD GHARABLI / AFP / Getty Images

Polícia israelita e palestinianos entraram em confronto na madrugada deste domingo na mesquita Al-Aqsa, na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém

A poucas horas do Ano Novo Judaico, o terceiro lugar sagrado do Islão foi palco de confrontos. Palestinianos de um lado, polícia israelita do outro. E tudo se passou esta madrugada, segundo afirmaram à Lusa e imprensa internacional testemunhas na Esplanada das Mesquitas na Cidade Velha de Jerusalém.

Os confrontos tiveram lugar numa altura em que o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, decidiu declarar dois grupos muçulmanos (que entraram em confrontos com visitantes judeus neste local sagrado) como ilegais.

Segundo a polícia, alguns jovens manifestantes entraram na mesquita de Al-Aqsa no sábado à noite, com o objetivo de perturbar as visitas dos judeus ao local durante o Ano Novo - e afirmou que os agentes apenas pretendiam encerrar as portas de Al-Aqsa para evitar que os manifestantes no local provocassem danos. No entanto, alguns palestinianos garantiram que a polícia entrou na mesquita de forma mais agressiva do que era necessário para encerrar as portas.

Com a situação na mesquita controlada, os confrontos prosseguiram no seu exterior, com a polícia a lançar bombas de gás lacrimogéneo, avança a imprensa internacional.

Uma “linha vermelha” entre Israel e o mundo árabe

Tanto judeus como muçulmanos podem visitar a Esplanada das Mesquitas, mas não é permitido aos primeiros rezar nesse local. O complexo inclui a mesquita Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha e significa, para os judeus, o local do segundo Tempo (destruído no ano 70 pelos romanos), que tem no muro das Lamentações um dos seus vestígios.

A reação do Presidente palestiniano não se fez esperar: Mahmoud Abbas condenou este domingo os confrontos. “A presidência condena fortemente o ataque contra o exército, a polícia e contra a mesquita de Al-Aqsa, assim como as agressões aos fiéis que lá estavam.”

No entanto, recordou ainda que Jerusalém Oriental e estes locais sagrados para cristãos e muçulmanos não deixarão de ser alvo de ataques, já que constituem uma “linha vermelha”. Nesse sentido, apelou ao “mundo árabe e muçulmano e comunidade internacional para pressionar Israel a parar as suas tentativas para judaizar Al-Aqsa.”

Israel entretanto reforçou a segurança em Jerusalém na sequência do início do Ano Novo Judaico que se vai prolongar até terça-feira à noite. Para além disso, o acesso à Faixa de Gaza foi limitado e a fronteira de Erez, a norte de Gaza, está a adotar medidas para controlar o acesso de pessoas.