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Alemanha aponta “fracasso completo” da UE no controlo das fronteiras

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Philipp Guelland / Getty Images

Munique encontra-se perto de um “desastre humanitário”, tendo chegado ao “limite máximo” da capacidade de acolhimento de refugiados. Ministro alemão dos Transportes pede “medidas eficazes para travar este fluxo”

Apenas no dia de sábado, 13.015 refugiados chegaram a Munique, esperando-se este domingo a entrada de 1.400 na cidade alemã. O dia de sábado foi aquele que até agora registou uma maior número de refugiados e migrantes a entrar no país, através da Áustria.

“Olhando para os números de ontem, é bastante claro que chegámos ao nosso limite”, afirmou um porta-voz da polícia de Munique. A televisão pública da Bavaria, BR, já noticiou que a cidade “se encontra perto de um desastre humanitário”.

A Alemanha tornou-se um destino para muitos migrantes e refugiados, especialmente depois da chanceler alemã ter relaxado as regras que regulavam os pedidos de asilo para requerentes sírios.

O ministro dos Transportes alemão Alexander Dobrindt afirmou este domingo, em comunicado, o “fracasso completo” da União Europeia no que diz respeito ao controlo das suas fronteiras externas. “Medidas eficazes são necessárias agora para parar este fluxo”, disse, garantindo que “a proteção das fronteiras não funciona mais” e apelando a medidas “concretas, agora, para travar o influxo”.

“Essas [medidas] incluem ajuda dos países dos quais os refugiados estão a sair e também controlo efetivo das nossas fronteiras”, adiantou, afirmando que a Alemanha já ajudou os refugiados “durante meses e com uma extensão muito maior do que todos os outros países europeus”. Só este ano, a Alemanha deverá receber 800 mil pedidos de asilo.

Recorde-se que esta segunda-feira os ministros da Justiça e Assuntos Internos da União Europeia irão reunir-se de emergência para avaliar a resposta da EU à maior crise de refugiados que assola a Europa desde a Segunda Guerra Mundial e discutir os próximos passos.