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Tempestade e negligência estarão na origem da queda de grua em Meca

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FOTO MOHAMED AL HWAITY/REUTERS

Queda de guindaste na Grande Mesquita de Meca causou pelo menos 107 mortos e 238 feridos. Entretanto, já foi aberta uma investigação para apurar as causas precisas do acidente

Uma investigação preliminar indica que a queda de uma grua na Grande Mesquita em Meca - que provocou na sexta-feira pelo menos 107 mortos e 238 feridos - foi causada por uma tempestade. No entanto, há quem atribua também responsabilidade às autoridades.

De acordo com um porta-voz da mesquita, o guindaste foi derrubado na sequência do vento forte e da chuva intensa que se fazia sentir na altura.

No entanto, o co-fundador da Fundação de Pesquisa do
Património Islâmico, Irfan al-Alawi, Irfan al-Alawi, acusou contudo as autoridades de também terem sido “negligentes” por terem vários guindastes distribuídos na mesquita, que continua aberta ao público.

O governador de Meca, o príncipe Khaled al-Faisal, solicitou entretanto a abertura de uma investigação para determinar as causas exatas do acidente.

Segundo um operário que trabalhava nas obras de recuperação do templo, a tragédia poderia ainda ter sido maior, caso o guindaste tivesse caído noutra zona. “Se não fosse a ponte Al-Tawaf o número de mortos e feridos seria ainda superior ”, disse Abdel Aziz Naqoor citado pela Al-Jazeera.

O grua caiu no terceiro andar da Grande Mesquita antes da oração das 18h30 locais (16h30 em Lisboa), quando a Mesquita se encontrava repleta de fiéis.

O acidente ocorreu numa altura em que decorrem os preparativos para a peregrinação anual muçulmana Hajj a Meca, que começa no final deste mês e que reúne milhares de pessoas de todo o mundo.

Nos últimos anos, as autoridades de Meca têm reforçado as medidas de segurança de forma a evitarem mais tumultos ou incidentes, como esmagamentos tal como já ocorreram no passado.