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É a eleição mais disputada da história de Singapura, mas o vencedor deverá ser o de sempre

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EDGAR SU/REUTERS

Cerca de 2,5 milhões de eleitores de Singapura votam esta sexta-feira naquelas que são apresentadas como as mais disputadas eleições parlamentares da história da cidade de Estado asiática, mas que ainda assim não parecem representar uma verdadeira ameaça para o Partido da Ação do Povo (PAP), que há cerca de 50 anos se mantém no poder.

A reeleição de Lee Hsin Loong, atual primeiro-ministro e filho do pai fundador de Singapura, é dada como certa.

O ato eleitoral ocorre numa altura em que cresce o descontentamento dos cidadãos da cidade de Estado, mas após dois eventos que contribuíram para o fortalecimento do sentimento de nacionalismo associado ao PAP: a morte do pai fundador Lee Kuan Yew a 23 de março, e as comemorações dos 50 anos de Singapura a 9 de agosto.

Nas anteriores eleições, em setembro de 2011, o PAP obteve o seu pior resultado de sempre, descendo para 60%, o que ainda assim lhe permitiu ter 80 dos 89 assentos do parlamento, devido ao sistema eleitoral de Singapura.

Apesar de a maior parte ter um bom nível de vida, os cidadãos de Singapura têm-se manifestado cada vez mais descontentes face à entrada de um enorme número de imigrantes: consideram que fazem aumentar os empregos mal remunerados e o custo de vida.

O PAP reagiu a esta situação aumentando o salário mínimo para trabalho efetuado por estrangeiros e tornando mais difícil a obtenção de visto de permanência permanente.

Em 2014, apenas 61% dos que habitavam no território eram cidadãos de Singapura.