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Reino Unido aceita refugiados, mas não à força

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TOBY MELVILLE / REUTERS

“Se toda a atenção se concentrar nas quotas de redistribuição de refugiados na Europa, isso não resolverá o problema”, disse o primeiro-ministro britânico

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, repetiu esta quarta-feira que recusa associar-se às quotas de refugiados nos países da UE, após a divulgação pelo presidente da Comissão Europeia de um plano de acolhimento de refugiados.

O plano apresentado por Jean-Claude Juncker e destinado a distribuir com urgência 160 mil refugiados, não envolve o Reino Unido, isento das regras comunitárias em termos de imigração. Mas a oposição trabalhista voltou a exigir que o Reino Unido participe neste processo, uma reivindicação rejeitada por Cameron.

“Se toda a atenção se concentrar nas quotas de redistribuição de refugiados na Europa, isso não resolverá o problema”, referiu no decurso do debate semanal perante o parlamento, ao considerar ainda que “envia uma mensagem às pessoas de que é uma boa ideia fazer uma travessia perigosa num barco” em direção à Europa.

“A Europa deve encontrar as suas próprias respostas para os países que integram Schengen. O Reino Unido, que dispõe das suas próprias fronteiras, tem a possibilidade de tomar decisões soberanas”, acrescentou.

O primeiro-ministro conservador comprometeu-se na segunda-feira a acolher 20 mil refugiados no país num espaço de cinco anos, mas provenientes dos campos que se encontram na Turquia, Jordânia e Líbano, junto à fronteira síria.

Interrogado sobre o número de refugiados que serão acolhidos este ano, Cameron recusou divulgar num número preciso mas disse “não existir limite em relação ao número de pessoas que poderão chegar no primeiro ano”.