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Mortalidade infantil cai para metade em 25 anos

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A mortalidade infantil caiu para metade nos últimos 25 anos, dizem a UNICEF e a OMS

PHILIPPE HUGUEN/AFP/Getty Images

Relatório da UNICEF e da OMS aponta progressos na redução da mortalidade infantil, mas organizações dizem que é preciso fazer mais

A mortalidade infantil recuou 53% desde 1990. Segundo o último relatório da UNICEF e da OMS (Organização Mundial da Saúde), há 25 anos morreram 12,7 milhões de crianças com menos de 5 anos, um número que deverá situar-se este ano, e pela primeira vez, abaixo dos seis milhões.

Apesar dos bons resultados anunciados, as agências de ajuda internacionais mostram-se preocupadas, uma vez que o objetivo da UNICEF de reduzir em dois terços a mortalidade infantil não será alcançado em 2015.

“Temos de reconhecer que houve um enorme progresso global”, disse o subdiretor da UNICEF, Geeta Rao Gupta.

“Mas o número ainda elevado de crianças que continuam a morrer com menos de cinco anos por causas que poderiam ser prevenidas... deve motivar-nos a redobrar os nossos esforços para fazer o que sabemos que precisa de ser feito”, acrescentou.

O relatório refere que 16 mil crianças com menos de cinco anos continuam a morrer diariamente, muitas delas vítimas de doenças que poderiam ser evitadas como pneumonia, diarreia ou malária. Quase metade das mortes devem-se a má nutrição.

O risco de morte é maior nos primeiros dias de vida - 45% morrerm antes do primeiro mês - e entre crianças nascidas na África subsariana: uma em cada doze morrem antes dos cinco anos, contra uma em cada 147 nos países mais ricos.


Crianças desnutridas no Iémen

Ainda de acordo com a UNICEF, pelo menos 96 mil crianças estão em risco de morrerem à fome na cidade portuária de Al-Hodeidah como consequência de seis meses de intensos conflitos no Iémen.

A organização das Nações Unidas estima que perto de oito mil menores vão sofrer de desnutrição na cidade portuária de Aden no próximo ano.

Atualmente quase dois milhões de crianças iemenitas não dispõem de água e alimentos suficientes.