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Europa está a lidar de forma “fragmentada e incoerente” com os refugiados

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YANNIS BEHRAKIS/REUTERS

O alerta é da Amnistia Internacional que apela à União Europeia para que mude radicalmente a forma como está a lidar com a crise dos refugiados

A Amnistia Internacional pediu hoje que a Europa mude drasticamente a forma como está a lidar com a crise de refugiados, criticando a resposta dos líderes dos países, que considera “fragmentada e incoerente”.

A organização de defesa dos direitos humanos lançou um plano de cinco pontos para ajudar atenuar o impacto da crise, no dia em que se espera que a Comissão Europeia anuncie uma proposta de quotas obrigatórias para os países da União Europeia.

“O grau de sofrimento que enfrentam os refugiados que fogem à violência e às violações dos direitos humanos chegou a um nível nunca visto da Europa desde a II Guerra Mundial”, disse John Dalhuisen, diretor da Amnistia Internacional para a Europa e Ásia Central.

“A resposta à crise dos refugiados na Europa tem sido fragmentada e incoerente numa altura em que nunca foi tão grande a necessidade de uma liderança clarividente e de uma reforma ao sistema, em colapso, de asilo na Europa”, acrescentou.

A Amnistia Internacional instou os líderes europeus a apoiarem os países que estão na linha da frente, onde chegam mais refugiados, a garantir que os refugiados que chegam a Estados fronteiriços têm acesso ao território europeu, e a recorrerem a um sistema de deslocação de emergência para aliviar a pressão nos países fronteiriços.

A organização sugere também que sejam revistas as leis que limitam a liberdade de movimentos de requerentes de asilo na União Europeia, enquanto os países fronteiriços devem evitar maus-tratos e uso excessivo de força contra refugiados.

“Há uma crise global de refugiados e não apenas uma crise europeia de refugiados. Os líderes europeus não podem ignorar isto e virar costas às trágicas consequências”, conclui a Amnistia.