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Internacional

Lesbos está à “beira da explosão”

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ALKIS KONSTANTINIDIS

A pequena ilha grega de Lesbos está sobrelotada de refugiados (20 mil) e à “beira da explosão”: quem o diz é o ministro grego, Iannis Mouzalas. A situação está descontrolada e esta segunda-feira houve novos confrontos entre a polícia e refugiados. No resto do país estão mais dez mil refugiados

Lesbos, a pequena ilha Grega que tem cerca de 85 mil residentes, está seriamente afetada pela crise de refugiados. São já 20 mil (quase um quarto da população total que habita na ilha) as pessoas que chegaram por mar fugindo à guerra nos seus países, na sua maioria da Síria, Afeganistão e Iraque. Têm por objetivo chegar a Atenas e daí continuar o percurso em direção a países da Europa ocidental como a Áustria e a Alemanha.

Na segunda-feira, o ministro grego para a Política Migratória afirmou que a situação estava “a ponto de explodir na ilha”. Poucas as horas depois, nessa mesma noite, verificaram-se novos confrontos entre a polícia (uma dúzia) e cerca de 2500 refugiados que estão de momento em Lesbos. Os desacatos ocorreram quando os refugiados tentavam entrar num navio fretado pelo Governo com destino a Atenas.

30 mil refugiados na Grécia e sete mil na Macedónia

Segundo dados apresentados pelo ACNUR (alto comissariado da ONU para os refugiados) desta segunda-feira, a Grécia tem atualmente 30 mil refugiados no seu território, estando 20 mil deles na pequena ilha de Lesbos.

“As negociações na Europa esta semana são ainda mais urgentes porque é obvio que não poderá ser a Alemanha a resolver um problema que é da Europa”, disse a porta-voz do ACNUR Melissa Fleming, acrescentando que um recorde de sete mil refugiados tinha chegado à Macedónia.

Face aos últimos acontecimentos relativos aos refugiados, o secretário geral para a Migração e Desenvolvimento das Nações Unidas, Peter Sutherland, afirmou esta terça-feira que a zona de Schengen que prevê a livre entrada nas fronteiras e circulação nos países poderá colapsar se não existir uma resposta coordenada para receber os requerentes de asilo: “O acordo Schengen poderá colapsar e provavelmente irá colapsar se não criarmos uma política europeia comum no que respeita à migração”.