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Jiadista britânico eliminado pelo Reino Unido conspirava para matar a Rainha

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O jiadista britânico Reyaad Khan estaria a preparar um grande ataque em Londres

O primeiro-ministro David Cameron justificou o ataque com drones que eliminou dois jiadistas britânicos na Síria, como uma medida de “auto-defesa” para evitar graves atentados no Reino Unido. O secretário de Estado da Defesa britânico referiu que outras ações militares podem ter lugar nas próximas semanas e meses

Um ataque à bomba durante as comemorações em Londres do 70º aniversário do dia da vitória sobre o Japão que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial – e que contaria com a presença da Rainha de Inglaterra e o Príncipe Carlos - estaria a ser preparado por Reyaad Khan, um dos dois jiadistas britânicos que foi morto a 21 de agosto num ataque aéreo levado a cabo pelo Reino Unido com drones perto da cidade síria de Raqqa.

O plano detetado pelos serviços secretos britânicos foi referido na segunda-feira pelo primeiro-ministro David Cameron, para justificar o ataque inédito do Reino Unido contra cidadãos britânicos fora de um contexto de guerra declarada.

O primeiro-ministro britânico referiu que se trataram de novas medidas para defender o povo britânico de ataques que iriam ter lugar no seu território, considerando por isso que se tratou de um ato de “auto-defesa”, o que lhe conferiu uma base legal sem necessidade de aprovação do Parlamento.

Junaid Hussein, um terceiro jiadista britânico que foi morto a 24 de agosto num ataque em Raqqa pelos Estados Unidos, também estaria integrado no plano de lançamento de “ataques bárbaros” que viriam a ter lugar em “comemorações públicas de grande notoriedade” no Reino Unido

Khan e Hussein estariam secretamente a recrutar mais cidadãos britânicos para levar a cabo esses ataques.

Por seu turno o secretário de Estado da Defesa britânico, Michael Fallon referiu que há outros terroristas envolvidos em outros planos de atentados e que novas ações similares para os eliminar podem ter lugar nas próximas semanas e meses.

O Daesh “tem uma lista de alvos que querem atacar aqui nas nossas ruas e nós temos de trabalhar muito arduamente para evitar esses ataques, para os descobrir e desmantelá-los”, afirmou Fallon.

Entretanto, o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) passou no domingo a controlar o último campo de petróleo que ainda era detido pelo regime sírio, segundo indicou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

O campo de Jazal foi tomado após violentos combates com as forças do Presidente Bashar a-Assad no província de Homs.