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Reino Unido vai “aceitar mais milhares” de refugiados. Palavra de Cameron

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Primeiro-ministro britânico, David Cameron, foi recebido esta manhã por Passos Coelho

Alberto Frias

O primeiro-ministro britânico assegurou esta sexta-feira, em Lisboa, que o Reino Unido se prepara para receber milhares de refugiados sírios, a juntar aos 5.000 que já reinstalou

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, assegurou que o Reino Unido vai receber milhares de refugiados sírios a juntar aos 5.000 que já reinstalou, mas remeteu os pormenores para a próxima semana.

“Aceitámos 5.000 sírios e criámos um programa específico de reinstalação (...) Vamos aceitar mais milhares, com este sistema que já existe, e vamos manter o número em revisão", disse Cameron.

O primeiro-ministro frisou que a estratégia do seu Governo vai continuar a ser a de “retirá-los dos campos de refugiados”, para “lhes permitir uma rota mais direta e segura para o Reino Unido, em vez de arriscarem na perigosa viagem que tragicamente custou tantas vidas”.

O primeiro-ministro britânico, que falava à imprensa em Lisboa, numa declaração sem direito a perguntas, tem sido crescentemente criticado na Europa e no Reino Unido, incluindo pela ala eurocética do seu partido Conservador, pela falta de iniciativa em face da crise migratória que a Europa atravessa.

“A Grã-Bretanha vai agir com a cabeça e o coração”, disse, depois de sublinhar que o país “tem uma responsabilidade moral” que tem cumprido, sendo dos que mais tem feito para ajudar os refugiados do conflito sírio.

“Como segundo maior doador bilateral, demos mais 900 milhões de libras (12,3 milhões de euros) em ajuda aos afetados na Síria e na região. Financiámos abrigo, alimentos, água e medicamentos para milhões de pessoas que fogem do conflito”, em particular na Jordânia e na Síria, disse.

“Nenhum outro país europeu fez mais do que o Reino Unido neste aspeto”, acrescentou, frisando que “sem essa ajuda maciça, o número dos que fazem a perigosa viagem para a Europa seria ainda mais alto”.

Cameron referiu ainda as missões da Marinha britânica no Mediterrâneo para frisar que o Reino Unido “vai continuar a salvar pessoas no mar”, como até agora, tendo já salvado 6.700 pessoas.