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Internacional

ONU quer pelo menos 200 mil refugiados na UE por quotas obrigatórias

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O número que é pedido pelo alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados é o dobro daquele que foi solicitado na quinta-feira pelo presidente do Conselho Europeu

O alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, António Guterres, apelou hoje à distribuição de pelo menos 200.000 refugiados, defendendo que todos os estados-membros deviam ter a obrigação de participar neste programa.

"As pessoas que fazem um pedido de proteção válido (...) devem de seguida beneficiar de um programa de reinstalação em massa, com a participação obrigatória de todos os estados membros da União Europeia. Uma estimativa bastante preliminar parece indicar a necessidade de aumentar as oportunidades de reinstalação até 200.000 lugares", escreveu António Guterres em comunicado.

Na quinta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apelou aos Estados-membros da União Europeia (UE) para aceitarem pelo menos 100 mil refugiados, de modo a aliviar a pressão nos países da chamada 'linha da frente'

Também na quinta-feira, fontes comunitárias revelaram que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, vai apresentar medidas de resposta à situação causada pela chegada de refugiados na próxima quarta-feira, durante o discurso sobre o estado da União.

A Comissão Europeia vai também pedir que os Estados membros dividam entre si os 120 mil refugiados que se encontram na Hungria, Grécia e Itália.

O plano do Executivo comunitário, que ainda é uma proposta sujeita a mudanças, sugere que estes 120 mil refugiados sejam acrescentados aos 32.256 que os Estados membros da UE se tinham comprometido a acolher em julho último.

Em relação a uma proposta anterior, a nova versão beneficia a Hungria, país que muitos refugiados pretendem cruzar para realizarem o objetivo de chegarem à Alemanha, para além da Grécia e Itália, os Estados mais afetados pela situação.

O plano da Comissão vai ser examinado na sexta-feira pelos chefes dos governos checo, eslovaco, polaco e húngaro, que integram o designado Grupo de Visegrado, durante uma reunião em Praga, para acordarem uma posição comum contrária às quotas obrigatórias na distribuição dos refugiados que chegam à UE.