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Reino Unido recua e vai aceitar mais refugiados

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Ian Forsyth/ Getty Images

Cameron tinha dito que “aceitar mais refugiados não era solução”. Agora, diz que ficou comovido com as imagens da criança síria afogada na costa da Turquia

Afinal, o Reino Unido vai aceitar mais uns milhares de refugiados. Esta quinta-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, cedeu à pressão internacional e já está a planear locais e formas de financiamento para ajudar as pessoas que chegam à Europa para fugir à guerra na Síria.

Os números finais ainda não estão fixados, avança o “The Guardian”. A questão está agora a ser debatida de urgência no número 10 da Downing Street, em Londres.

Os refugiados a serem levados para o Reino Unidos estão nos campos do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) instalados na fronteira da Síria. Segundo o gabinete do chefe do governo, o primeiro-ministro ficou comovido com as imagens que mostram uma criança síria afogada na costa da Turquia. A fotografia correu o mundo.

“Qualquer pessoa que tenha visto aquelas imagens não consegue ficar indiferente e eu, como pai, fiquei profundamente comovido pela imagem de uma criança numa praia da Turquia. O Reino Unido é uma nação moral e vamos cumprir as nossas responsabilidades morais”, disse Cameron ao “The Guardian”.

Apesar do recuo na política de acolhimento de refugiados, David Cameron mantém-se convicto de que aceitar o “grande número” de refugiados que já está na Europa só irá encorajar mais sírios a correram o risco de atravessar o Mediterrâneo.

“Acho que a solução não pode ser alcançada simplesmente aceitando mais e mais refugiados”, disse esta quinta-feira o primeiro-ministro, também citado pelo “The Guardian”, durante uma visita a Northamptonshire.

Desde o começo de 2001, quando começou a crise na Síria, até agosto de 2015, o Reino Unido assegurou o asilo, ou outra forma de proteção humanitária, a quase cinco mil sírios.