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Internacional

Ordem de prisão para funcionária norte-americana que se recusa a casar gays

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Ty Wright

Kim Davis tem-se recusado a emitir licenças de casamento a casais homossexuais porque considera que isso vai contra as suas crenças religiosas - mas vai também contra a lei

Helena Bento

Jornalista

A chefe da secretaria do tribunal do Kentucky (EUA) que se recusou várias vezes a emitir licenças de matrimónio a casais homossexuais ficará detida até cumprir a ordem que lhe foi dada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Kim Davis, funcionária do tribunal, tinha sido obrigada pelo STJ a emitir licenças de casamento a casais homossexuais, mas recusou-se a fazê-lo.

David L. Bunning, o juiz que ordenou a sua detenção, disse que o "tribunal não pode permitir que as suas ordens judiciais sejam desrespeitadas". "Se se der às pessoas a possibilidade de escolher que regras querem seguir, isso vai causar problemas", disse o juiz, acrescentando que Kim Davis será libertada assim que respeitar a ordem do tribunal.

Kim Davis tem-se recusado a emitir licenças de casamento a casais homossexuais porque considera que isso vai contra as suas crenças religiosas. Num comunicado lido na segunda-feira pelo seu advogado, a funcionária alegava que estava a agir sob a "autoridade de Deus". “A licença de casamento [entre homossexuais] entra em conflito com a definição de Deus de matrimónio. E o facto de esse documento contar com a minha assinatura, isso vai contra a minha consciência”, lia-se no comunicado.

Várias pessoas, entre protestantes e apoiantes de Kim Davis, reuniram-se à frente do tribunal enquanto a chefe de secretaria ouvia a decisão do juiz. Um dos protestantes segurava uma bandeira com um arco-íris estampado, enquanto outro empunhava uma bandeira onde se lia "liberdade".

Já do lado dos apoiantes, houve quem criticasse a audição que estava a decorrer, considerando-a um problema "para a proteção da liberdade religiosa em Kentucky e noutro sítio qualquer".