Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Guterres pede “resposta coerente e solidária” da Europa para responder à crise de migrantes

  • 333

Thomas Mukoya /REUTERS

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados defende que é vital encontrar caminhos mais seguros para milhares de pessoas que deixam os seus países fugindo do conflito e da miséria

António Guterres apelou na quarta-feira à Europa para encontrar uma resposta “coerente” com base na solidariedade dos estados membros para responder à crise de refugiados.

Numa entrevista à CNN, o Alto Comissário das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados disse encarar com uma “terrível frustação” as imagens de uma criança síria que foi encontrava morta numa praia da Turquia quando tentava chegar de barco até à Grécia.

“Estas pessoas são obrigadas a fugir de barco, pagando entre 4 mil a 5 mil euros e depois, morrem nestas circunstâncias de desespero. Isto não faz sentido. É preciso uma resposta coerente a esta situação, e na minha opinião, só a Europa em conjunto, com base na solidariedade poderá dar uma resposta. Um país sozinho não conseguirá nada”, afirmou Guterres.

Segundo Alto Comissário da ONU para os Refugiados, é vital encontrar caminhos mais seguros para milhares de pessoas que deixam os seus países para fugir ao conflito e à miséria.

“Precisamos de vias legais para ir para a Europa, para ir para o Golfo, onde me encontro agora, e para outros locais de forma a permitir que se estabeleça mais gente, que exista mais oportunidades de entrada de refugiados, mais ajuda humanitáriae flexibilizar as políticas de vistos", ​acrescentou.

“Consegue imaginar se estiver no Cairo, por exemplo, e conseguir um voo low cost para qualquer sítio na Europa. Pode viajar por 40 ou 50 euros e não há perigo?”, questionou.

Também Passos Coelho defendeu ontem que a Europa precisa de “fazer mais e melhor” para resolver a crise das migrações. “Portugal tem responsabilidade ética e moral de sermos solidários com aqueles que nos procuram”, sublinhou.

No próximo dia 14 de setembro decorrerá um conselho extraordinário de ministros da administração interna para discutir o drama dos refugiados.

A chanceler alemã, Angela Merkel, tem reforçado os apelos aos Estados europeus para demonstrarem solidariedade face a esta situação, depois de ter assumido a meta da Alemanha receber 800 mil refugiados.

Entretanto, o chancelar austriaco Werner Faymann ameaçou bloquear as negociações com o Governo britânico no âmbito da União Europeia, advertindo que irá bloquear o “catálogo de exigências” do Reino Unido, a não ser que o país aceite receber refugiados.