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Internacional

Funcionária de tribunal dos EUA invoca autoridade de Deus para se recusar a casar gays

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“A licença de casamento [entre homossexuais] entra em conflito com a definição de Deus de matrimónio”

Não foi uma, nem duas, nem três vezes. Por preconceito, a chefe da secretaria de um tribunal do Kentucky, nos EUA, recusou-se por várias vezes a passar licenças de matrimónio a casais homossexuais. Mesmo depois de um aviso do Supremo Tribunal de Justiça, Kim Davis insiste em não emitir o documento .

A funcionária alega que as suas crenças religiosas não o permitem e que age sob a “autoridade de Deus” quando não aceita a união legal entre duas pessoas do mesmo sexo, refere a imprensa local. “A licença de casamento [entre homossexuais] entra em conflito com a definição de Deus de matrimónio. E o facto desse documento contar com a minha assinatura, isso vai contra a minha consciência”, declarou a funcionária judicial num comunicado lido pelo seu advogado.

A CBS acompanhou um casal gay que se dirigiu à secretaria do tribunal e exigiu falar com a chefe do serviço: “Digam-lhe para vir aqui e enfrentar as pessoas que ela discrimina. Não saímos daqui sem uma licença de casamento”.

David Moore and David Ermold, que estão juntos há 17 anos, são um dos casais que se sentiram humilhados com a postura da funcionária judicial.

Face a esta atitude inconstitucional, a equipa liderada pela funcionária será presente a tribunal, podendo ser condenada ao pagamento de coimas ou mesmo penas de prisão.