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Internacional

Maduro acusa Governo colombiano de conivência num plano para o assassinar

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O Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, acusa o Governo colombiano de estar por trás de um plano de conspiração contra si próprio

EPA

As tensões entre a Colômbia e a Venezuela por causa do reforço da segurança nas fronteiras entre os dois países agudizaram-se nos últimos dias. O Presidente da Venezuela denuncia um plano de conspiração contra si próprio que terá o aval do Governo colombiano

O Governo da Colômbia estará a planear assassinar o Presidente venezuelano Nicolas Maduro. É, pelo menos, esta a convicção do chefe de Estado da Venezuela, que tornou pública a suspeita de que estará em marcha um plano de conspiração com o consentimento do Governo da Colômbia, na segunda-feira, durante uma visita ao Vietname.

A Colômbia pretende assim, diz Maduro, conseguir apoio regional no caso da disputa transfronteiriça entre ambos os países, que se tem mantido bastante acesa nos últimos dias.
Maduro não apresentou, no entanto, quaisquer provas que sustentem as suas alegações, mas disse que o fará em breve.

Estas declarações surgem numa altura em que diplomatas de 34 países ocidentais se juntaram numa reunião de emergência em Washington para discutir a crise entre os dois vizinhos, que levou ao encerramento de seis postos fronteiriços e gerou uma crise entre os cerca de 10 mil colombianos que têm vivido ilegalmente na Venezuela e são agora vítimas de perseguição, acusados de crime e contrabando.

Maduro justifica a repressão sobre os colombianos com a necessidade de atacar gangues criminosos que compram gás e outros bens a valores subsidiados pelo Governo venezuelano, para os vender de forma bastante lucrativa do lado de lá da fronteira.

Venezuela é alvo de críticas

Vários grupos dos direitos humanos, bem como os EUA, as Nações Unidas e a União Europeia levantaram dúvidas sobre os métodos pouco ortodoxos da Venezuela, que chegou a declarar o estado de emergência em vários estados do país e a enviar tropas para as zonas de fronteira.

Entre os colombianos já deportados estão pessoas que fugiram à guerra civil naquele país, e a quem tinha sido concedido asilo na Venezuela, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que já enviou uma equipa para averiguar o que se passa na fronteira entre os dois países.

Muitos dos imigrantes colombianos estão a viver em tendas em abrigos improvisados na cidade ocidental de Cucuta, um tratamento que já foi condenado pela Embaixado colombiano na Venezuela. Os esforços diplomáticos para resolver este diferendo devem continuar na quinta-feira, durante a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da América do Sul, em Quito, capital do Equador.

As autoridades venezuelanas anunciaram o encerramento de 177 postos de fronteira ilegais desde que iniciaram uma operação de segurança no estado ocidental de Tachira.