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Hillary Clinton volta a ser confrontada com a revelação dos seus emails

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Outrora a candidata predileta do Partido Democrático. Hillary tem perdido terreno para a oposição republicana, e até para Joe Biden e Bernie Sanders

REUTERS

Hillary Clinton continua sob forte escrutínio depois de, uma vez mais, terem sido tornados públicos vários emails de quando era Secretária de Estado

Hillary Clinton não consegue ter descanso. A candidata à liderança do Partido Democrático continua a enfrentar o escrutínio do público e dos seus opositores, depois de terem vindo a público mais uns milhares de novas páginas dos emails que enviou enquanto desempenhava funções como secretária de Estado.

A situação tem criado problemas à campanha eleitoral de Clinton desde março, quando o “New York Times” fez um artigo revelando que Hillary usava um email público para trocar correspondência oficial.

Muitos dos opositores de Clinton acusam a antiga secretária de Estado de ter colocado os EUA em risco, assim como informações confidenciais. Hillary negou este facto lamentando no entanto “ter usado o seu computador doméstico e email privado para tratar deste tipo de matérias”.

O Departamento de Estado norte-americano insiste que existem pelo menos 150 emails de matéria confidencial, depois de ter revisto e tornado públicas, na segunda-feira, quatro mil páginas de informação.

Vários destes documentos foram censurados ou considerados confidenciais, alguns até 2025, o que aumenta o desconforto entre os opositores da candidata.

A verdade é que nada na lei federal impede um funcionário de usar um email privado, embora tal não seja recomendado. As alterações à lei que limita o uso de emails privados em funções públicas só surgiram depois de Clinton abandonar o cargo.

Independentemente da validade das ações de Clinton, a verdade é que a candidata tem visto a sua popularidade a descer nas sondagens. Estados como os de Iowa e New Hampshire, conhecidos como os “estados indecisos” e de importância extrema para as eleições, têm demonstrado cada vez menos confiança na candidata democrata, tendo a sua taxa de aprovação baixado para 43%.