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Internacional

Venezuela fecha mais fronteiras com a Colômbia

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Muitos colombianos atravessam diariamente as fronteiras entre Colômbia e Venezuela

MIGUEL GUTIERREZ

Enquanto a Venezuela se regozija com fecho das fronteiras em alguns munícipios, Colômbia desespera e o contrabando de gasolina beneficia.

A guerra de Nicolás Maduro contra contrabandistas e paramilitares colombianos sobe de tom. Depois de ter fechado as fronteiras de seis cidades com a Colômbia no dia 19 de agosto, o presidente aprovou na sexta-feira o fecho de mais quatro postos fronteiriços.

“Vamos caçar paramilitares até debaixo das pedras”, estas foram as palavras que o presidente venezuelano Nicolás Maduro usou para explicar o encerramento das fronteiras com a Colômbia, e a deportação de mais de mil colombianos. “ Vou fazer medidas estruturais e radicais, e nada nem ninguém me vai deter”, acrescentou Maduro.

Os efeitos destas medidas têm sido imediato:. A economia das cidades venezuelanas melhorou , enquanto na Colômbia o desespero começa a fazer-se sentir.

Do lado venezuelano da fronteira, as lojas tem tido acesso a um maior número e variedade de produtos, assim como a gasolina, um bem escasso que era partilhado entre colombianos e venezuelanos.

Do lado colombiano, a história é outra. Cidades como Cúcuta receberam mais de mil deportados que a Venezuela considerou serem contrabandistas e paramilitares e aos poucos vai sentido o efeito económico do fechar da fronteira.

A maioria dos habitantes de Cúcuta dependia da gasolina venezuelana, comprada em bidões para complementar as poucas bombas de gasolina do país. Na última semana, a maioria dos bidões desapareceram, e os que há estão a preços exorbitantes de 70 mil pesos (€17.8).

Para piorar as coisas, a gasolina é de má qualidade e de uma cor amarela, algo que indica que se trata de gasolina colombiana revendida e contrabandeada. Mesmo com os preços exorbitantes, as filas de espera para as bombas chegam a a demorar seis horas, o que confirma o desespero vivido no país.