Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Rede de crime organizado por trás de ataque a templo hindu em Banguecoque

  • 333

Um cidadão estrangeiro foi detido no seu apartamento nos arredores da capital tailandesa, tendo sido encontrados materiais explosivos e passaportes falsos. Indivíduo fará parte de um grupo de crime organizado que fornecia documentação a imigrantes ilegais

THAI ROYAL POLICE / HANDOUT

As autoridades da Tailândia acreditam que o atentado ao templo hindu de Erawan, ocorrido há duas semanas, foi levado a cabo por um grupo de crime organizado, que fornecia documentação a imigrantes ilegais.

“O grupo [de crime organizado] está insatisfeito pelo facto de se terem detido imigrantes ilegais. É uma rede que falsifica documentação e envia imigrantes para países terceiros”, declarou Prawut Thavornsiri, porta-voz da polícia tailandesa, citado pelo “Guardian”.

No sábado, um cidadão estrangeiro, de 28 anos, foi detido no seu apartamento nos arredores da capital tailandesa, tendo sido encontrados materiais explosivos e passaportes falsos. Tudo leva a crer que o indivíduo, cujo identificação não foi revelada e que tinha quatro apartamentos alugados no mesmo piso, esteve também envolvido noutra explosão no passado dia 18 de agosto, em Baquecoque.

“Encontrámos sacos de fertilizantes, relógios, controlos de rádio. Tudo isto são materiais para o fabrico de bombas. Ninguém iria ter em casa fertilizante de ureia e pólvora, a não ser que quissesse fabricar uma bomba”, disse Prawut Thavornsiri à Reuters.

De acordo com o “Bangkok Post”, terão sido conversas telefónicas do cidadão estrangeiro com referência ao templo de Erawan, que conduziram à sua detenção.

O homem não é, contudo, aquele que surge em imagens divulgadas pela CCTV - com um camisola amarela e que deixa cair uma mochila preta -, pouco depois da explosão ao templo hindu de Erawan.

A juntar-se ao facto de nenhum grupo ter reivindicado o atentado, também as autoridades dizem descartar a hipótese de um ataque terrorista. “É pouco provável que seja terrorismo. Não é um ato terrorista internacional”, declarou Somyot Poompanmoung.

Entretanto, foram emitidos dois novos mandados de prisão para uma mulher tailandesa de 26 anos e para outro cidadão estrangeiro. Cerca de mil telemóveis e 200 passaportes estão a ser analisados, pelo que as autoridades esperam em breve descobrir mais suspeitos.

Face às críticas da comunidade internacional e ao receio de que o turismo no país possa ser afetado, o governo tailandês já garantiu que será feito tudo para que a investigação possa conduzir à detenção de todos os responsáveis pelo ataque.

A Tailândia é um grande centro de tráfico humano e voltou a estar sob os holofotes internacionais depois de as autoridades da Malásia terem encontraram valas comuns na selva, na fronteira com o país.

No passado dia 17 de agosto, o ataque ao templo hindu de Erawan causou 20 mortos - 14 deles estrangeiros, sete da China continental e de Hong Kong - e mais de uma centena de feridos, naquele que foi considerado o pior atentado no país deste tipo.