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Novo ataque do Boko Haram faz 56 mortos

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AFOLABI SOTUNDE/ REUTERS

O grupo extremista islâmico atacou, na passada sexta-feira, uma pequena e remota aldeia na Nigéria. Para o governo, em causa está a tentativa dos combatentes alargarem a cada vez mais regiões do país a sua campanha de violência

O grupo islâmico Boko Haram matou 56 habitantes da pequena aldeia de Nganzai Baanu, um ataque ocorrido na sexta-feira e confirmado este domingo pelo governador do estado de Borno, que não adiantou mais pormenores.

“Temos de perceber que o Boko Haram é uma calamidade que se abateu sobre nós”, afirmou Kashim Shettima, durante um encontro com os pais das 219 jovens raptadas pelos extremistas em 2014.

O Governo da Nigéria tem feito eco da sua preocupação e alerta para o facto de o Boko Haram estar a tentar estender a sua campanha de violência a mais regiões do país.

Em seis anos, o grupo extremista já matou perto de 20.000 pessoas, tendo as tropas do Chade e da Nigéria tentado empurrar os seus combatentes para a área onde o Boko Haram declarou um califado islâmico. Sem sucesso, já que o grupo parece decidido a alargar os seus domínios, promovendo ataques e atentados suicidas sobretudo no norte da Nigéria.

Entretanto, o serviço de informações nigeriano anunciou este domingo a detenção de vários suspeitos, acusados de pertencerem ao Boko Haram, entre os quais um dos principais comandantes do grupo radical.

O Departamento de Segurança do Estado (DSS) indicou num comunicado ter detido, entre julho e agosto, Usman Shuiabu, conhecido como Money, e outros membros destacados do grupo fundamentalista, nos estados de Lagos, Kano, Plateau, Enugu e Gombe.

“Shuaibu confessou ser o líder de uma equipa de nove membros da seita, enviados da floresta de Sambisa para realizar ataques. Revelou que quatro dos nove foram utilizados como suicidas para cometer atentados”, indica o comunicado.