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Estado Islâmico destrói parte do templo mais importante de Palmira

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No passado dia 23 de agosto, membros do Daesh fizeram explodir também o templo de Baalshamin

JOSEPH EID/AFP/GETTY IMAGES / GETTY IMAGES

O templo de Bel foi alvo de uma forte explosão este domingo por iniciativa do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), desconhecendo-se ainda ao certo o grau de destruição

Uma semana depois do ataque ao templo de Baalshamin, os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) destruiram parte do templo de Bel, considerado o mais importante da parte antiga da cidade de Palmira, na Síria. A informação está a ser avançada por militantes da organização terrorista, ativistas e testemunhas locais, citados pelas agências internacionais.

O monumento com mais de 2000 anos terá sido alvo de uma forte explosão, segundo habitantes locais. “Até um surdo podia ouvir. Foi uma destruição total. Só se veem tijolos e colunas no chão”, relata uma testemunha citada pela AP.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH), este domingo os jiadistas colocaram no templo um vasto conjunto de explosivos, fazendo-o explodir.

O diretor do departamento de Antiguidades e Museus na Síria, Maamoun Abdulkarim, confirma que se tratou “sem dúvida” de uma forte explosão, salientando porém que ainda é “prematuro” indicar o grau de destruição.

“Este foi o ato mais destruidor na minha opinião e demonstra a verdadeira capacidade do Daesh para agir com impunidade e perante a impotência da comunidade internacional para travá-los”, afirma por sua vez Amr Al-Azm, antigo membro do departamento de Antiguidades e Museus na Síria,

No passado dia 23 de agosto, membros do Daesh fizeram explodir também o templo de Baalshamin, um dos mais antigos de Palmira, tendo mostrado depois imagens da destruição.

Na altura, a UNESCO condenou o ataque ao património da Humanidade, considerando tratar-se de um “crime de guerra.” Essa foi a primeira vez que o Daesh destruiu monumentos em Palmira, desde maio, quando a cidade-museu síria passou a ser controlada pelos jiadistas.