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Tailândia. Homem é acusado por envolvimento no atentado a templo hindu

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As autoridades encontraram materiais explosivos e passaportes falsos no apartamento do homem detido este sábado, por suspeitas de ter detonado a bomba no templo hindu Erawan, na capital tailandesa

RUNGROJ YONGRIT / EPA

O cidadão estrangeiro, detido este sábado, foi indiciado por posse ilegal de materiais explosivos e a polícia afirma que esteve envolvido no ataque de dia 17. Mas a investigação pode ter chegado a um impasse: “O interrogatório não progride porque o suspeito não nos deu qualquer informação útil”

Detido este sábado, o estrangeiro de 28 anos não é o mesmo que aparece no vídeo de vigilância a deixar uma mala no templo hindu Erawan, a 17 de agosto, antes da explosão que provocaria mais de 20 mortos e 100 feridos. Mas esteve envolvido no ataque, declarou este domingo a polícia de Banguecoque, citada pela BBC.

O homem foi indiciado por posse ilegal de armas, encontradas juntamente com passaportes falsos no apartamento que alugara nos arredores da capital tailandesa.

A investigação, no entanto, pode ter chegado a um impasse: segundo informações prestadas pelo chefe do exército tailandês à AFP, o detido não está a cooperar.

“O interrogatório não progride porque o suspeito não nos deu qualquer informação útil”, disse este domingo o general Udomdej Sitabutr. “Temos que prosseguir e levá-lo a entender que tem que ser mais cooperante - ainda que tenhamos que ser cuidadosos para não violar os seus direitos.”

A identidade no detido ainda não foi revelada. Para já, sabe-se que o homem de 28 anos alugara quatro quartos no mesmo andar de um edifício residencial nos arredores de Banguecoque e que estaria na Tailândia desde janeiro de 2014.

A polícia acredita ainda que, para além do atentado de dia 17, o indivíduo tenha estado envolvido num segundo ataque bombista, mais pequeno, na capital.

Para além dele, outro homem de aparência semelhante foi visto a entrar e sair do andar por várias vezes - mas os residentes locais deixaram de o ver a partir da passada sexta-feira, noticia a Reuters. “Vimos dois deles, com frequência. Um era o homem detido, mas existe outro, muito mais alto”, garantiu à Reuters um dos residentes.

A caça aos suspeitos do atentado não fica, pois, por aqui. Na última semana, a polícia já tinha revelado suspeitar que o ataque tivesse sido realizado por uma “rede” (ainda que não ligada ao terrorismo internacional) e neste momento continuam as buscas por novos suspeitos. Mais de mil números de telefone estão a ser monitorizados e 200 passaportes analisados para se encontrar os autores do atentado de dia 17.

Notícia atualizada às 10h54