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Ministros da UE reúnem-se a 14 de setembro para discutir a crise de refugiados

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Os números de migrantes e refugiados a chegar à Europa estão a atingir “proporções sem precedentes”. Reunião com os ministros do Interior dos países-membros da UE visa encontrar soluções

A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou este domingo aos países membros da União Europeia (UE) para que acolham mais refugiados, sublinhando a necessidade de agir "rapidamente". Foi marcada para 14 de setembro uma reunião dos ministros do Interior da UE para discutir o assunto.

"Com o objetivo de avaliar a situação no terreno, as ações políticas em curso e discutir novas iniciativas para reforçar a resposta europeia, o ministro da Imigração luxemburguês, Jean Asselborn, decidiu organizar um Conselho de Justiça e Assuntos Internos extraordinário", indica um comunicado divulgado no Luxemburgo, que tem a presidência rotativa da UE, citado pela agência Lusa.

"A situação em matéria de migração dentro e fora das fronteiras da União Europeia assumiu recentemente uma dimensão até agora inédita", refere o comunicado. A marcação da reunião dos 28 Estados-membros da UE surge horas depois de um apelo nesse sentido feito pela Alemanha, França e Reino Unido.

"Se a Europa tem solidariedade, e já mostrámos solidariedade uns aos outros anteriormente, então temos de mostrar solidariedade agora", disse Angela Merkel aos jornalistas este domingo.

A chanceler alemã defendeu este domingo a integração rápida dos refugiados com direito a ficarem no país, bem como a expulsão rápida dos requerentes a quem é recusado asilo.

"Tudo isto tem de ser feito rapidamente", porque se as crianças já vão à escola e os migrantes já estão nas cidades "é muito mais difícil enviá-los para casa", adiantou a chanceler alemã.

Segundo Merkel, a questão mais urgente agora é "que todos tenham um tecto decente ou, pelo menos, o calor de uma tenda de campanha, agora que chegam os meses de inverno".

A chanceler referiu ainda a pressão a que estão sujeitos a Grécia e a Itália perante a vaga migratória, sublinhando que também não é justo que "apenas três ou quatro países acolham quase todos os refugiados".

Alguns governos europeus recusaram-se a receber refugiados e mostraram resistência às propostas da UE em estabelecer-se um plano comum para lidar com a crise migratória que se tem vindo a intensificar.

Segundo o comunicado pelo Luxemburgo, o encontro marcado para dia 14 de setembro tem como objetivo a discussão de políticas de envio de alguns migrantes de volta e de medidas de prevenção do tráfico de seres humanos.

Nos primeiros sete meses deste ano, o número de migrantes e refugiados que chegaram às fronteiras da UE foi de cerca de 340 mil, quando no mesmo período do ano passado tinha sido de 123.500, segundo a agência europeia de vigilância de fronteiras Frontex.