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Iémen. Ataque aéreo da coligação liderada pelos sauditas mata mais 36 pessoas

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No mesmo dia em que se registou um ataque em Hajjah, houve outro na capital do Iémen, Sanaa

KHALED ABDULLAH/REUTERS

Os residentes da província de Hajjah dizem que os 36 mortos eram todos civis, trabalhadores de uma fábrica de engarrafamento. Em cinco meses já morreram 4.300 pessoas no Iémen

Um ataque aéreo da coligação liderada pela Arábia Saudita matou mais 36 pessoas no Iémen, este domingo, segundo a agência Reuters. O ataque deu-se na província de Hajjah.

Residentes na zona garantem à Reuters que ali funcionava uma fábrica de engarrafamento e que as 36 pessoas mortas no ataque eram civis, que trabalhavam naquela unidade.

A ofensiva aérea teve início no mês de março, levada a cabo por uma aliança composta sobretudo por países árabes do Golfo, apoiando o Governo do Iémen no combate contra os rebeldes xiitas 'huthis', ligados ao Irão.

"O processo de recuperação dos corpos acabou agora. Os cadáveres de 36 trabalhadores, muitos deles queimados ou despedaçados, foram retirados depois de um ataque aéreo ter atingido a unidade fabril esta manhã", disse à Reuters Issa Ahmed, residente em Hajjah.

Por seu lado, o porta-voz da coligação, o brigadeiro-general Ahmed Asseri, desmentiu que o ataque tenha sido feito contra um alvo civil, afirmando que aquela era uma localização usada pelos 'huthis' para fazer engenhos explosivos improvisados e para treinar migrantes africanos.

"Tivemos informação muito precisa sobre esta localização e atacámo-la. Não é uma fábrica de engarrafamento", disse.

Outro ataque aéreo na capital do Iémen, em Sanaa, matou mais quatro pessoas, também civis, quando uma bomba atingiu a sua residência, perto de uma base militar no sul da cidade.

Na passada sexta-feira, os ataques aéreos mataram 65 pesosas na cidade de Taiz, a maior parte delas civis, e o bombardeamento de outra fábrica em julho matou mas 65 pessoas, incluindo 10 crianças.

Em cinco meses, mais de 4.300 pessoas morreram na guerra no Iémen.