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Merkel, Hollande e Putin apoiam nova tentativa de cessar-fogo na Ucrânia

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Várias pessoas olham para o mural com retratos de combatentes mortos no conflito na Ucrânia

SERGEY DOLZHENKO/EPA

Os três líderes defenderam ainda que seria “útil” a organização de uma cimeira com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, “nas próximas semanas”. Em causa está a tentativa de fazer cumprir o acordo assinado em Minsk, no passado mês de fevereiro

Angela Merkel, François Hollande e Vladimir Putin falaram este sábado por telefone, apoiando um novo cessar-fogo no leste da Ucrânia a partir de 1 de setembro, mas com visões diferentes sobre as razões que levaram à quebra do acordo assinado em fevereiro passado.

Os conflitos na Ucrânia continuam todos os dias, entre os soldados ucranianos e os separatistas, tendo posto em causa o acordo estabelecido em Minsk, capital da Bielorrúsia. Os dois lados acusam-se mutualmente de violarem o acordo.

Tanto o presidente francês, François Hollande, como a homóloga alemã, Angela Merkel, confirmaram que os três líderes estão em acordo quanto a um novo cessar-fogo. Já o presidente russo, Vladimir Putin, culpou Kiev por não ter implementado o acordo de paz.

Recentemente, a 26 de agosto, foi acordado entre a Ucrânia e os separatistas pró-russos que iria ser posto um fim às violações do acordo, a partir da próxima terça-feira, dia 1 de setembro.

"Houve um consenso em como o acordo de Minsk continua a ser a base para uma melhoria da situação na região de Donbass (leste da Ucrânia)", segundo o comunicado da presidente alemã, citado pela agência Reuters.

Também François Hollande reforçou o seu apoio a um "cessar-fogo completo" a partir do dia 1 de setembro, sublinhando ainda que seria "útil" organizar um encontro com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, "nas próximas semanas".

"Reafirmaram o seu compromisso em relação ao 'formato Normandia' (envolvendo Merkel, Hollande, Putin e o presidente ucraniano) e ao processo que tem sido possível apenas devido aos contactos regulares neste contexto", indicou a presidência francesa.

Também "evocaram a preparação das eleições na Ucrânia", escrutínio que consideram "um passo importante na aplicação das medidas de Minsk".

Uma reunião de François Hollande e Angela Merkel com o presidente ucraniano na segunda-feira passada em Bruxelas, sem Putin, tinha suscitado interrogações sobre a razão da sua ausência, após um aumento da violência no leste separatista pró-russo da Ucrânia.

Os acordos de paz de Minsk 2, assinados em fevereiro, preveem a realização de eleições locais na zona do conflito ucraniano antes do final de 2015, em conformidade com a lei ucraniana e as normas internacionais.