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Polícia japonesa prepara-se para guerras de máfias depois de fragmentação dos Yamaguchi-Gumi

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Shinobu Tsukasa, líder atual dos Yamaguchi-Gumi, foi libertado da prisão em 2011 depois de ter estado preso durante seis anos por posse de armas de fogo

JIJI PRESS/AFP/GETTY

Depois do fim dos Yamaguchi-Gumi, o maior sindicato “yakuza” do Japão, a polícia espera que uma guerra rebente entre as novas fações

Chegou a ser o maior sindicato criminal do Japão, representando metade de todo o crime organizado no Japão, mas tensões dentro do grupo “yakuza” Yamaguchi-Gumi levaram à sua fragmentação. Em consequência, a polícia japonesa teme que não tardem a aparecer os primeiros sinais de uma guerra por território e influência.

Segundo os media japoneses, o sindicato dividiu-se entre aqueles que apoiam o líder Shinobu Tsukasa e os que querem a sua saída do comando.

Divididos entre lealdade e ressentimento

Ao que parece, Shinobu Tsukasa, de 73 anos, terá enfurecido alguns dos seus associados pelo tratamento preferencial que deu a determinados grupos, forçando a exoansão para territórios não tradicionais dos Yamaguchi-Gumi.

Segundo o jornal japonês “Sankei Shinbun”, mais de 12 gangues com ligações ao grupo de Tsukasa ter-se-ão separado e formado o seu próprio sindicato criminal, acusando o líder de se preocupar apenas com a fação Kodo-Kai, por ele criada em 1984, na cidade de Nagoia.

Os Kodo-Kai têm expandido-se rapidamente para Tóquio e outras áreas no leste do Japão, abandonando as áreas de atuação tradicionais dos Yamaguchi-Gumi na parte oeste do país.

A polícia de Kobe - cidade-sede dos Yamaguchi-Gumi - tem como quase certo que o novo grupo de 12 células se lance numa guerra contra as 20 restantes afiliadas dos Yamaguchi-Gumi, temendo que possam repetir-se os tempos agitados vividos em confronto idêntico nos anos 80.