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Merkel sobre morte de refugiados na Áustria: “Isto é um aviso para a Europa”

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JOE KLAMAR / AFP / Getty Images

“Não duvidem da nossa determinação”, afirmou a chanceler alemã, referindo-se à capacidade da Europa para solucionar a maior crise migratória que assola o continente desde a Segunda Guerra Mundial. Esta quinta-feira, entre 20 e 50 refugiados foram encontrados mortos dentro de um camião abandonado na Áustria

“Isto é um aviso para nós enfrentarmos a crise migratória rapidamente” e “mostrar solidariedade”, afirmou esta quinta-feira Angela Merkel, referindo-se à descoberta de dezenas de corpos (entre 20 e 50) esta manhã dentro de um camião abandonado na berma de uma autoestrada no leste da Áustria. “Hoje existem mais refugiados no mundo do que em qualquer outro momento, desde a Segunda Guerra Mundial. Os olhos do mundo estão colocados em nós [Europa]”.

A chanceler alemã, citada pela France Presse, falava durante a cimeira que reuniu vários líderes da região, em Viena, Áustria. “É a minha convicção firme que a Europa, como continente rico, é capaz de resolver o problema", disse, acrescentado: "Não duvidem da nossa determinação.”

Os chefes de governo da Alemanha e da Áustria, respetivamente Angela Merkel e Werner Faymann, fizeram esta quinta-feira um apelo aos líderes europeus para que unissem esforços para resolver a crise migratória e de refugiados que assola a Europa, com “uma distribuição justa, com cotas obrigatórias” de entrada de pessoas, nas palavras de Faymann.

Ainda esta manhã a Sérvia (que não faz parte da União Europeia, mas que tem igualmente que lidar com o problema dos refugiados) criticou a resposta da União em relação a esta crise. A este país têm chegado igualmente milhares de imigrantes ilegais, que já atravessaram a Grécia e a Macedónia, numa tentativa de alcançar o espaço Schengen, acedendo mais facilmente aos países mais desenvolvidos da Europa Ocidental.

A Hungria, que só esta quarta-feira intercetou 3.241 pessoas que entraram ilegalmente no país, está a construir um muro para impedir a entrada destes refugiados ou migrantes ilegais, a sua maioria provenientes da Síria, Iraque e Afeganistão.