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Internacional

Guterres apela à criação urgente de centros de acolhimento para refugiados na União Europeia

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António Guterres e o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, durante a conferência de imprensa conjunta

MARTIAL TREZZINI / EPA

“A Europa tem a dimensão e a capacidade para responder a este desafio, desde que seja unida e que se assuma conjuntamente essa responsabilidade”, diz o alto comissário das Nações Unidas para os refugiados

O alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, António Guterres, e o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, apelaram esta quinta-feira à criação urgente de centros de acolhimento e de triagem face ao fluxo de migrantes e refugiados na Europa.

“Temos de acelerar e intensificar as decisões tomadas pelo Conselho Europeu relativo à Agenda para as Migrações. Há questões essenciais como a receção, o registo, os ‘hotspots’ [centros de acolhimento e de triagem], a relocalização e a reinstalação”, disse Guterres depois de uma reunião com o governante francês em Genebra, de acordo com a agência de notícias France Press.

Por seu turno, Cazeneuve revelou que concorda com “a urgência da implementação de ‘hotspots’, que devem permitir distinguir no momento em que as fronteiras externas da União Europeia na Grécia e em Itália são atravessadas quem deve ter o estatuto de refugiado na Europa e quem imigra por motivos económicos”.

O político francês defende que “os que imigram por motivos económicos devem retornar aos seus países de origem”.

Desde o início do ano, 293.000 migrantes e refugiados tentaram chegar à Europa através do Mediterrâneo e 2440 faleceram durante o percurso, segundo os números anunciados por António Guterres.

“É evidentemente um desafio sério para a Europa”, afirma o responsável português, apelando a uma resposta “rápida e eficaz”.

E realçou: “É claro que a Europa tem a dimensão e a capacidade para responder a este desafio, desde que seja unida e que se assuma conjuntamente essa responsabilidade”.

Guterres deixou também um apelo à comunidade internacional para mostrar uma maior generosidade para com os refugiados sírios, salientando que o apelo feito pela ONU para um financiamento para o efeito obteve contribuições de apenas 41%, até ao momento, do montante total solicitado.