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Explosões em Tianjin. Doze pessoas detidas e 11 acusadas por negligência e abuso de poder

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Militares do Exército de Libertação do Povo chinês na zona industrial de Tianjin, onde ocorreram as explosões no passado dia 12

REUTERS / CHINA STRINGER NETWORK

Entre os detidos encontram-se o presidente, vicepresidente e três diretores-gerais da empresa Tianjin International Ruihai Logistics, dona do terminal de contentores onde ocorreram as explosões no passado dia 12

As autoridades chinesas anunciaram esta quarta-feira a detenção de 12 pessoas e a acusação de 11 pelas explosões na zona industrial da cidade de Tianjin, na costa norte da China, ocorridas a 12 de agosto.

Segundo um comunicado da Procuradoria-geral, citado pela agência de notícias Xinhua, os acusados são funcionários de departamentos administrativos e executivos do porto de Tianjin, indiciados por abuso de poder ou abandono do dever. Entre eles, encontram-se o responsável pela comissão municipal de transportes de Tianjin, Wu Dai,e o presidente da autoridade do porto da cidade, Zheng Qingyue.

Já entre os 12 suspeitos detidos estão incluídos vários responsáveis da empresa Tianjin International Ruihai Logistics, dona do terminal de contentores onde estariam três mil toneladas de materiais inflamáveis e perigosos que terão provocado as explosões. O presidente Yu Xuewei, o vice-presidente Dong Shexuan e três diretores-gerais adjuntos são algumas das 12 pessoas detidas, suspeitas do armazenamento ilegal de produtos químicos perigosos, violando várias normas de segurança.

Para além disso, suspeita-se que esta e outras empresas terão subornado funcionários do terminal portuário de Tianjin, para que ignorassem eventuais violações de segurança.

As explosões que ocorreram num armazém do porto de Tianjin, no passado dia 12, levantaram preocupações sobre o armazenamento de materiais perigosos e inflamáveis e a regulamentação e controlo existentes. Segundo o balanço oficial mais recente, o desastre - que foi sentido a vários quilómetros de distância - provocou pelo menos 139 mortos e 700 feridos. Com 34 pessoas ainda desaparecidas, as investigações ainda não terminaram.