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Suspeito de matar jornalistas em direto tinha sido colega das vítimas

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Presidente da WDBJ7, estação de televisão norte-americana, diz que Vester Flanagan - o homem suspeito de matar dois jornalistas que estavam em direto na TV - era um repórter “com talento”, mas um “um homem infeliz”. Em 2012, processou a estação de televisão por discriminação

Flanagan tinha sido contratado pela WDBJ7 em 2012, mas em fevereiro de 2013 acabaria por sair. E não foi pacífico: segundo o jornal local “Roanoke Times”, em maio de 2014 processou a estação de televisão por discriminação, acusando todos os funcionários. Em tribunal, alegou que lhe era devido dinheiro por causa dos danos causados. Em julho de 2014, o caso foi arquivado.

“Era um homem infeliz. Demos-lhe trabalho como repórter e tinha talento e alguma experiência , apesar de ter estado fora da área por algum tempo”, disse Jeff Marks, presidente da WDBJ7, citado pelo “The Guardian”.

Pouco tempo depois de entrar na estação, Flanagan ganhou rapidamente a reputação de ser uma pessoa “complicada de trabalhar” e que “se ofendia com facilidade”. “Eventualmente, após diversos incidentes em que a sua raiva vinha ao de cima, tivemos de o dispensar. Ele não aceitou bem a situação, tivemos de chamar a policia para o escoltar para fora do edifício”, conta Jeff Marks.

O presidente da WDBJ7 diz que Vester Flanagan acusou muitos colegas de trabalho de “comentários racistas”. No entanto, os acontecimentos não foram “corroborados por ninguém - pensamos que foi algo fabricado”.

Desde então, conta o presidente da estação televisão, Flanagan não estabeleceu qualquer contacto com a empresa ou com os antigos colegas de trabalho. Até esta quarta-feira.

Vester Flanagan é o nome avançado pelas autoridades como o suspeito do homicídio de dois repórteres que estavam em direto na TV - a jornalista Alison Parker e o operador de câmara Adam Ward. Ambos tinham sido colegas do suspeito, que já se encontra detido depois de se ter tentado suicidar.