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Jovem que atacou TGV fica em prisão preventiva

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Ayoud El Khazzani é de nacionalidade marroquina e tem 25 anos

Ayoud El Khazzani, de 25 anos, está acusado de tentativa de homicídio de natureza terrorista, posse de armas e “participação em associação terrorista com vista à organização de um ou vários crimes”

O jovem marroquino que abriu fogo a bordo de um comboio de alta velocidade em França na sexta-feira passada foi acusado de tentativa de homicídio de natureza terrorista e vai ficar em prisão preventiva, diz fonte judicial francesa.

Ayoud El Khazzani, de 25 anos, está também acusado de crime de posse de armas e “participação em associação terrorista com vista à organização de um ou vários crimes”, segundo as alegações do Ministério Público francês. A acusação fala de um ataque jiadista “premeditado”.

O Ministério Público qualifica como “fantasias” do suspeito a alegação de que encontrou a arma num parque em Bruxelas, onde estava a dormir com outros sem-abrigo e que queria roubar dinheiro aos passageiros do comboio de alta velocidade que fazia a ligação entre Amesterdão e Paris.

As autoridades francesas vão agora investigar as “origens das armas” e os “cúmplices”. O marroquino entrou no comboio armado com uma espingarda de assalto Kalashnikov e na posse de nove carregadores, uma pistola e um X-ato. Levava ainda consigo 270 balas e uma garrafa com gasolina.

De acordo com o procurador francês François Molins, a decisão de abrir uma investigação baseou-se nas ações de Khazzani no comboio e na informação prestada por outras autoridades europeias sobre as viagens do marroquino e as suas possíveis ligações ao radicais islâmicos.

Conhecido pelos serviços secretos

As autoridades francesas dizem ainda que o jovem viu um vídeo jiadista antes do ataque, segundo os registos no seu telemóvel. Ayoud El Khazzani acabou por ser dominado por passageiros, entre os quais três norte-americanos, um britânico e um francês, num incidente que resultou em dois feridos.

Khazzani era conhecido de vários serviços secretos. Segundo uma fonte do contraterrorismo de Espanha, o marroquino viveu no país entre 2007 e 2014, período em que chamou a atenção das autoridades por defender a Jihad, frequentar uma mesquita radical em Algeciras e estar envolvido no tráfico de droga.

O pai disse às autoridades que Khazzani partiu para França para trabalhar na operadora de telemóvel Lycamobile, o que foi confirmado pela empresa, que empregou o marroquino durante dois meses no início de 2014, após os quais o dispensou por não ter a documentação exigida para trabalhar.

Khazzani só chamou a atenção das autoridades em França quando as forças de segurança alemãs alertaram as congéneres francesas de que ele tinha embarcado num voo com destino à Turquia, um sinal de que poderia pretender viajar para a Síria.