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Estado Islâmico mostra fotos da destruição de templo em Palmira

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Imagens divulgadas nas redes sociais por apoiantes do Daeh e identificadas como “a completa destruição do templo pagão de Baal Shamin”, na histórica cidade síria, estão a gerar uma onda de indignação. UNESCO fala em “crime de guerra”

Um conjunto de cinco imagens, mostrando o que é descrito como a destruição do templo Baal Shamin, na cidade histórica de Palmira, na Síria, foi divulgado nas redes sociais, na passada quinta-feira, por apoiantes do autodenominado Estado Islâmico (Daesh). Nas fotografias podem ver-se várias cargas de explosivos serem transportadas e colocadas junto às paredes do templo, vendo-se em duas outras uma enorme explosão e uma série de destroços.

Apesar da dificuldade em verificar a autenticidade das fotos, reveladas também pela AP, historiadores e arqueólogos não duvidam de que são verdadeiras e documentam a passagem a escombros de um dos mais antigos e bem preservados monumentos do complexo arqueológico de Palmira, o templo dedicado ao Deus do céu fenício.

Com a destruição deste tesouro histórico, erguido há mais de dois mil anos, é a primeira vez que os jiadistas destroem monumentos na cidade que tomaram em maio e que é considerada Património da Humanidade pela UNESCO.
A divulgação das fotografias surge pouco mais de uma semana depois de os radicais do Daesh terem decapitado Khaled al-Assaad, de 82 anos, que chefiou durante mais de 50 anos o Departamento de Museus e Antiguidades de Palmira, e terem posteriormente exibido o seu corpo preso a uma das colunas romanas daquela cidade.

Já classificada como um “crime de guerra”, a destruição do templo é descrita por Maamoun Abdulkarim, diretor do departamento de antiguidades sírio, como “uma ferida no meu coração”, tal o valor que se perdeu.

Palmira é um autêntico oásis no meio do deserto, que começou a ser construído no ano 17 e foi mais tarde ampliado no ano 130 pelo imperador romano Adriano.

Antes do início da guerra, a cidade recebia uma média anual de 150 mil turistas.