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Tinha 270 balas, uma arma e uma garrafa de gasolina: ataque ao TGV francês foi “premeditado”

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PASCAL BONNIERE / EPA

Segundo a Procuradoria da República de Paris, Ayoub El-Khazzani planeou o ataque de sexta-feira ao Thalys, comboio de alta velocidade que liga Amesterdão e Paris - não se tratou de um roubo “normal”, como alega o suspeito

O ataque ao Thalys foi “premeditado”, anunciou esta segunda-feira um promotor da Procuradoria da República de Paris. Ayoub El-Khazzani tinha tudo planeado e, quando entrou no comboio de alta velocidade que fazia a viagem entre Amesterdão e Paris, estava equipado com 270 balas, uma arma e uma garrafa de gasolina.

Na passada-sexta-feira, o marroquino de 25 anos preparava-se para levar a cabo um ataque terrorista, mas foi impedido por quatro homens que viajavam na penúltima carruagem do comboio. Acabaram por ficar feridas três pessoas, incluindo um dos quatro homens que interveio para travar El-Khazzani.

François Molins, promotor Procuradoria da República de Paris, divulgou ainda, citado pela BBC, que no histórico do telemóvel de El-Khazzani há uma série de vídeos jiadistas, que foram vistos pouco antes do ataque.

“Ayoub El-Khazzani viu no Youtube ficheiros de áudio já quando estava dentro do Thalys, em que uma pessoa apelava aos fiéis para lutarem e pegarem nas armas em nome do Profeta [Maomé]”, disse o promotor, citado pela BBC.

Agora vai ser iniciada uma investigação formal, uma vez que as autoridades europeias já tinham referenciado Ayoub El-Khazzani como suspeito de estar ligado ao radicalismo islâmico.