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A China tem duas moedas? Qual a diferença entre yuan e renmimbi? Ora saiba. E ouça

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Mas a China desvalorizou o yuan ou o renmimbi? Muitos erram o nome da moeda oficial, outros confundem os termos. Qual é a correto? O Expresso falou com uma professora de chinês que explica tudo. Inclusive como se pronunciam, o que significam – e o que quis dizer John F. Kennedy numa célebre citação.

“China permite nova queda do yuan”, titula o Económico. “Importa que o renmimbi chinês tenha subido cerca de 33%”, comenta Stephen Roach no Negócios. Nas últimas semanas, muitas notícias sublinham a desvalorização da moeda chinesa. Mas se umas falam do yuan, outras falam do renmimbi. Qual é afinal a forma certa?

Renmimbi é o nome da moeda oficial da China; yuan é uma unidade de conta. Assim, como exemplos, é mais correto dizer que “o renmimbi valorizou” do que "o yuan valorizou". É correcto dizer que "o preço é 10 yuans", é incorrecto dizer que "o preço é 10 renmimbis".

No Reino Unido, a moeda chama-se Libra Esterlina (“sterling”) e a unidade de conta é libra (“pound”). Em Portugal, por exemplo, quando circulavam escudos (moeda) muitos preços eram indicados em contos (unidade de conta).

Isto mesmo explica Wang Jiangmei, professora de chinês na Faculdade de Letras de Lisboa e Instituto Confúcio, que falou esta terça-feira tarde ao Expresso por telefone. Ouça no vídeo não só a diferença entre renminbi e yuan mas também como se pronuncia cada uma destas palavras e o que significam. O Expresso perguntou se uma famosa citação de John F. Kennedy está correta...


A afirmação de Kennedy foi proferida era presidente do Estados Unidos: “Os chineses usam dois carateres para escrever a palavra crise: uma significa perigo, a outra significa oportunidade. Numa crise, esteja ciente do perigo – mas reconheça a oportunidade.

"Às vezes penso que toda a questão do yuan/renmimbi é uma trama sinistra dos chineses concebida especificamente para evitar que as pessoas discutam a política cambial chinesa", brincou um dia o economista Paul Krugman, na sua coluna no New York Times.