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Internacional

Norte pede desculpa, Sul desliga os altifalantes: Coreias firmam acordo

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JIN-HEE PARK / EPA

Tensão entre ambos os países aumentou nos últimos dias. Pico verificou-se na última quinta-feira, dia em que a fronteira aqueceu

As duas Coreias chegaram a um acordo. Ambas vão conseguir o que querem: a do Sul vai ter o pedido de desculpas de Pyongyang e a do Norte vai calar os altifalantes que divulgam a propaganda de Seul. Esta segunda-feira, depois de no final da semana passada a tensão entre os países se ter intensificado, foi anunciado pela chefe de segurança nacional do governo de Seul que ambos os países conseguiram chegar a um entendimento.

Esta segunda-feira, a segunda ronda de negociações, que terminou pelas 00h55 locais (16h55 em Lisboa),entre as Coreias deu resultado, ao contrário da primeira, no passado sábado, em que as partes não alcançaram um acordo num encontro que durou mais de dez horas.

Assim sendo, segundo avança a CNN, a Coreia do Norte terá de pedir desculpas a Seul pela recente demanda militar. Terá igualmente de se desculpar pelo ferimento de dois militares sul-coreanos que ficaram feridos nas explosões de minas terrestres no inicio do mês.

Este incidente levou a Coreia do Sul a reativar, depois de 11 anos de silêncio, os altifalantes que divulgam mensagens de propaganda junto à fronteira. E agora, com o acordo e o pedido de desculpas de Pyongyang, serão desligados.

O acordo prevê também a continuação das negociações, que terão lugar em Seul ou em Pyongyang. Até aqui, os encontros aconteciam em Panmunjom, uma vila abandonada na zona desmilitarizada que servia como uma espécie de território neutro.

No encontro desta segunda-feira participaram, pelo lado sul-coreano, o diretor do Departamento de Segurança Nacional, Kim Kwan-jin, e o ministro da Unificação, Hong Yong-pyo. Já a Coreia do Norte fez-se representar por Hwang Pyong-so, vice-marechal do Exército Popular, e Kim Yang-gon, diretor do Departamento da Frente Unida do Partido dos Trabalhadores.

Desde o começo do mês que a tensão aumentou, atingindo o pico na passada quinta-feira, quando Seul acusou Pyongyang de disparar contra uma das suas unidades militares. Em resposta, Pyongyang lançou 30 rondas de artilharia.

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1953 terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz.